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Eles se conheceram na igreja e fizeram um negócio para carregar carros. A Volkswagen virou parceira

A empresa é a única que firmou parceria com a montadora alemã para disponibilizar carregadores aos veículos elétricos da marca

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Marcos Nogueira e Junior Miranda, da GreenV: empresa fechou parceria com a Volkswagen para comercializar carregadores elétricos (Marco Torelli/GreenV/Divulgação)

Marcos Nogueira e Junior Miranda, da GreenV: empresa fechou parceria com a Volkswagen para comercializar carregadores elétricos (Marco Torelli/GreenV/Divulgação)

O jornalista Marcos Nogueira e o engenheiro de computação Júnior Miranda tinham o sonho de empreender. Eles pensavam nisso desde antes de se conhecerem na igreja em que frequentavam em São Paulo. Mas foi quando se conheceram e viraram amigos que a ideia aflorou.

“A gente sempre conversava, batia papo que queríamos empreender”, diz Nogueira. “Um dia, um amigo meu me chamou para um negócio. Eu falei que topava, mas só se o Miranda fosse comigo”.

Foi assim que, em 2011, nasceu o primeiro negócio dos dois, uma empresa de automação. Dois anos depois, em 2013, a arquiteta Jóia Bergamo convida os dois empreendedores a desenvolver uma “casa do futuro” para o CasaCor. É quando a empreitada dos amigos se consolida e surge a AZ Energy.

“Nessa casa do futuro, automatizamos tudo e colocamos energia sustentável”, afirma Miranda. “A casa tinha placa solar, uma torre eólica e o primeiro carregador para veículo elétrico. Isso em uma época ainda que pouco se falava do assunto”.

Dez anos depois, a AZ Energy já não carrega mais esse nome. Em 2021, virou a GreenV, focada totalmente em mobilidade elétrica. A empresa fornece carregadores e desenvolve projetos inteiros de eletrificação para outras companhias.

Por exemplo, se uma empresa varejista quer transformar sua frota logística com veículos elétricos, a GreenV faz todo o planejamento e projeto com carregadores. Ela faz a instalação dos pontos de recarga nas unidades necessárias, monitora se eles estão recebendo toda energia possível e acompanha os “abastecimentos” para ver se está tudo sob medida.

Agora, acaba de firmar uma parceria que vai ajudar no planejamento de crescer 80% no faturamento neste ano. O valor bruto não foi informado. A empresa será a parceira exclusiva de carregadores e pontos de recarga de dois veículos elétricos da Volkswagen. A montadora alemã confirmou a informação à EXAME.

Como vai funcionar a parceira com a Volkswagen

A Volkswagen terá um modelo diferente de comercialização dos veículos elétricos que estão chegando no Brasil, os SUV ID.4 e ID Buzz. No lugar de vendê-los, a empresa vai alugar os veículos por um período de 24 meses.

A GreenV entra no projeto oferecendo, justamente, o aluguel dos pontos de recarga. A opção de locar será opcional, mas a única empresa a qual a Volkswagen recomendará o serviço é a dos empresários que se conheceram na igreja.

“Serão dois contratos”, diz Miranda. “Quando ele assina o carro, faz o contrato com a Volkswagen. Ela sugere os pontos de recarga da GreenV. O cliente vem para nós e fazemos um segundo contrato. Se ele fica conosco pelos 24 meses, ao final do período de locação, o carregador e ponto de recarga é dele”.

Se o contrato é firmado, a equipe da GreenV instala um ponto de recarga na casa do cliente. Antes, é feita uma visita técnica, com avaliação para garantir que está dentro das normas e padrões de segurança. Depois, é feita a instalação. Os produtos da GreenV são importados.

O aluguel é de 599 reais mensais.

Carregador da GreenV: ponto de recarga da GreenV entre os veículos elétricos da Volkswagen

Qual é a aposta da GreenV

A empresa tem apostado, nos últimos anos, na mobilidade elétrica. Veículos movidos à energia elétrica têm se popularizado fora do país, e a tendência de mercado é que o setor cresça por aqui também, superando algumas barreiras, como o preço e a infraestrutura de recarga.

A estimativa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) foi de que quase 50 mil carros e comerciais leves elétricos e híbridos foram emplacados em 2022. O valor representou uma alta de 41% sobre 2021.

O número deve aumentar ao passo que as montadoras começam a apostar neste setor. Além dos anúncios da Volkswagen, outras empresas estão investindo forte na eletrificação de suas frotas. A BYD da China, por exemplo, lançou no Brasil uma versão de carro elétrico popular. O preço ainda é elevado comparado ao de outros modelos. Custa 149.800 reais. Mas já é mais em conta que outras opções da marca, que não baixavam dos 269.000 reais.

Foi identificando essas oportunidades já há alguns anos que a GreenV tenta se consolidar no mercado. Em 2021, recebeu um aporte importante, de 22 milhões de reais de um fundo americano. O valor ajudou a empresa a quadruplicar o número de funcionários, indo de 30 para 120. Também estão presentes em 3.000 pontos de recarga no país.

Como um jornalista e um engenheiro montaram esse negócio

Antes das histórias de Marcos e Júnior se cruzarem na igreja, ambos já tinham uma certeza: gostavam de tecnologia.

“Desde pequeno, eu tinha muitos produtos ligados à tecnologia”, diz Nogueira. “Tinha todos os vídeo games. Atari, MegaSystem. Sempre fui muito ligado nisso. Quando comecei a trabalhar, aos 18 anos, entrei em uma multinacional que estava fazendo a migração de sua tecnologia. Trabalhei lá até a empresa exigir um diploma. Foi quando eu pensei em fazer jornalismo”.

No jornalismo, ele já se aprofundou nos estudos sobre empreendedorismo. E foi pouco depois que conheceu Miranda, que também era aficionado por tecnologia e já tinha feito a faculdade de engenharia da computação.

“E além de tudo, gostamos da questão da sustentabilidade”, diz Miranda. “A gente tem a possibilidade de transformar a sociedade e fazer um país limpo. É uma questão muito forte. Lá atrás a gente olhou essa oportunidade. Coincidiu em colocar energia em um momento certo”.

Quais são os próximos passos

Além de consolidar a parceria com a Volkswagen e com outras empresas, a GreenV se prepara para começar a expansão para a América Latina.

Além disso, a aposta pelo crescimento de 80% no faturamento se baseia no avanço da comercialização dos produtos que foram lançados no ano passado.

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