Negócios

Apresentado por ÁGUAS DO RIO

Praias limpas redesenham economia da orla no Rio

Com mais praias próprias para banho, cidade vê turismo, comércio e imóveis ganharem tração

Praia de São Conrado, no Rio: Águas do Rio, concessionária do grupo Aegea é responsável pelos serviços de água e esgoto em grande parte do estado (Foto: Ricardo Gomes/Instituto Mar Urbano) (Ricardo Gomes/Divulgação)

Praia de São Conrado, no Rio: Águas do Rio, concessionária do grupo Aegea é responsável pelos serviços de água e esgoto em grande parte do estado (Foto: Ricardo Gomes/Instituto Mar Urbano) (Ricardo Gomes/Divulgação)

EXAME Solutions
EXAME Solutions

EXAME Solutions

Publicado em 6 de abril de 2026 às 14h00.

Emoldurada pela Pedra da Gávea e pela Pedra Bonita, a Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio, sempre teve vocação para cartão-postal. São pouco mais de dois quilômetros onde montanha e mar aberto se encontram, surfistas dividem espaço com praticantes de voo livre e condomínios de alto padrão convivem com a Rocinha. Faltava, porém, o básico para completar a cena: água limpa.

Por anos, isso esteve longe de ser realidade. Entre 2010 e 2020, a praia ficou própria para banho em apenas 22,4% do tempo, segundo o Instituto Estadual do Meio Ambiente (INEA). Um histórico que afastava frequentadores e limitava o potencial econômico de uma das áreas mais emblemáticas da cidade.

A inflexão começou em 2021, com a concessão dos serviços de saneamento. Foi quando a operação passou para a Águas do Rio — concessionária do grupo Aegea, responsável pelos serviços de água e esgoto em grande parte do estado — que intensificou os investimentos na coleta e no tratamento de esgoto na região.

Praia do Flamengo: com obra da Aegea, 22 milhões de litros de água contaminada deixaram de chegar diariamente à praia (ADR/Divulgação)

Quando o mar volta, a economia vem junto

A melhora na qualidade da água tem efeito imediato — e visível. Mais gente na areia significa mais consumo, mais circulação e novas oportunidades no entorno. Do ambulante ao restaurante, da escola de surfe ao turismo, a cadeia que depende da orla volta a girar.

Para a Águas do Rio, esse efeito faz parte do próprio papel do saneamento. “Quando se devolve a balneabilidade a uma região, cria-se um ambiente propício para a chamada prosperidade compartilhada. Mais frequentadores significam maior circulação de renda, fortalecimento de pequenos negócios e aumento da atratividade turística”, afirma o presidente da concessionária, Anselmo Leal.

A avaliação reflete uma visão cada vez mais presente no setor: saneamento deixa de ser apenas infraestrutura básica para se consolidar como vetor de desenvolvimento urbano — com impacto direto sobre economia, turismo e qualidade de vida.

Praia da Bica, no Rio de Janeiro: própria para banho em 80% do tempo (ADR/Divulgação)

Flamengo mostra efeito no preço do metro quadrado

A Praia do Flamengo, na Baía de Guanabara, ajuda a traduzir esse impacto em números. Por décadas associada à poluição, ela voltou ao radar dos cariocas após uma série de intervenções no sistema de esgoto — entre elas, a recuperação do Interceptor Oceânico, túnel de cerca de nove quilômetros que transporta resíduos do Centro e da Zona Sul até o emissário de Ipanema.

Com a obra, cerca de 22 milhões de litros de água contaminada deixaram de chegar diariamente à praia.

O efeito foi além da paisagem. Entre 2021 e 2026, o bairro do Flamengo registrou valorização de cerca de 23%, segundo o índice FipeZAP — um salto que acompanha a melhora das condições urbanas e ambientais.

Baía de Guanabara começa a virar o jogo

O movimento não se restringe à Zona Sul. No entorno da Baía de Guanabara, obras de saneamento já impedem que cerca de 130 milhões de litros de esgoto sejam despejados diariamente no ecossistema.

Regiões historicamente afetadas começam a dar sinais de recuperação. Na Ilha do Governador, por exemplo, projetos em andamento têm como meta interceptar e tratar quase 5 milhões de litros de esgoto por dia. A Praia da Bica já reflete essa mudança: neste ano, esteve própria para banho em 80% do tempo.

É um avanço gradual, mas com efeito cumulativo — quanto mais pontos recuperados, maior o impacto sobre a dinâmica da cidade.

Um investimento que mira 2033

Por trás dessa transformação está uma agenda robusta de investimentos. Desde o início da concessão, foram aplicados R$ 5,5 bilhões em infraestrutura. A previsão é chegar a R$ 19 bilhões até 2033, com o objetivo de universalizar os serviços de água e esgoto.

A conta não fecha apenas no saneamento. Ela se desdobra em turismo, mercado imobiliário, comércio local e qualidade de vida — um pacote que reposiciona o Rio a partir de um ativo historicamente negligenciado: o próprio mar.

Ao recuperar suas praias, a cidade não apenas melhora indicadores ambientais. Reativa uma engrenagem econômica que começa na água, passa pela areia e se espalha por toda a orla.

Acompanhe tudo sobre:branded-content

Mais de Negócios

A aposta de US$ 10 milhões que revelou o verdadeiro segredo do sucesso financeiro de Steve Jobs

A estratégia financeira que impulsionou essa criadora de conteúdo a construir seu prório império

A pausa para o cafezinho virou negócio de milhões e a Nestlé vai intensificar essa aposta no Brasil

'O mercado não aguenta', diz CEO do Rei do Mate sobre escala 6x1