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COP28: JBS defende parceria com produtores rurais para acelerar a descarbonização do setor

Em painel da CNI, diretora de Sustentabilidade da empresa apresentou iniciativas adotadas ao longo de toda a cadeia, e classificou o tema como agenda pré-competitiva

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Liége Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil: especialista debate, em Dubai, estratégia de baixo carbono no setor industrial

Liége Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil: especialista debate, em Dubai, estratégia de baixo carbono no setor industrial

Diretamente de Dubai, onde acontece a COP28, a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liége Correia, participou do painel “Estratégias de Baixo Carbono”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que foi debatida a implementação de programas e tecnologias necessárias para avançar na redução das emissões de gases de efeito estufa, visando a neutralidade climática até 2050.

A executiva afirmou que o maior desafio do setor agrícola para atingir a neutralidade climática é o Escopo 3, a categoria de emissões de gases de efeito estufa (GEE) que não são controladas diretamente por uma organização, como a cadeia de suprimentos, transporte, uso ou descarte de produtos.

Cadeia de fornecedores

No caso do setor de alimentos, a parte mais relevante desse grupo está nos fornecedores agropecuários. Segundo a executiva, a solução é trabalhar junto aos produtores rurais, sem perder de vista que muitos deles são famílias que dependem daquela atividade para se sustentar.

“Nossa base reúne mais de 70 mil fornecedores que apoiamos, mas o Brasil tem uma realidade de 6,5 milhões de propriedades rurais. Então temos que pensar não só nos nossos, mas também nos outros que precisam de suporte para conseguir avançar na descarbonização”, afirmou.

Para Liége, não basta impor condições aos produtores. “Temos de ser parceiros deles nessa transição. Então, a gente leva tecnologia, acesso a crédito, apoio técnico... Ao longo de dois anos, a JBS estabeleceu 20 Escritórios Verdes, que trabalham não só a regularização das propriedades, mas também o compartilhamento de técnicas produtivas mais eficientes e sustentáveis”, disse a executiva. Até o momento, mais de 19 mil fazendas já foram assistidas e mais de 7 mil avançaram em seus processos de regularização socioambiental, resultando na recuperação florestal de mais de 2.000 hectares.

Outra ação da empresa apresentada como forma de diminuir as emissões de escopo 3 foi a redução da idade do abate. “Afinal, um ano a menos desse animal no campo é um ano a menos de emissão”, explicou.

Redução de metano

A executiva também destacou que a JBS tem estudado aditivos alimentares para redução da emissão do metano entérico, aquele produzido pelo sistema digestivo do gado ruminante. No Brasil, a JBS fez acordo com o Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo para explorar esse potencial. O estudo concluiu que o uso de uma mistura de taninos e saponinas reduz as emissões desse tipo de metano em até 17% para o gado de corte confinado.

Segundo Liége, existe um sentimento de ceticismo em relação às metas de descarbonização previstas para 2050. Mas, por outro lado, “temos visto mudanças climáticas nos afetando agora. Então, não se trata mais de um plano, um projeto, mas de uma realidade”, afirmou.

Rumo ao net zero

Nesse sentido, a JBS tem implementado trabalhos concretos para se tornar Net Zero até 2040. Entre as iniciativas, há a cobertura das lagoas de resíduos. No Brasil, a implementação da captura de metano em nove unidades da Friboi por meio do sistema de tratamento de efluentes tem possibilitado a retirada de mais de 80 mil metros cúbicos de biogás por dia. Isso representa 65% do escopo 1 da Friboi e 26% do escopo 1 da Companhia no país como um todo.

Globalmente, a JBS já investiu mais de R$ 220 milhões em projetos de captura de biogás nas suas operações para geração de energia em 14 fábricas nos Estados Unidos e Canadá.

Outra ação rumo ao Net Zero destacada foi a ampliação da frota de caminhões elétricos da Companhia. Lançada em 2022, a No Carbon é uma empresa da JBS Novos Negócios e conta atualmente com 260 caminhões frigoríficos movidos exclusivamente por eletricidade. A  frota é responsável hoje pela distribuição dos produtos das marcas Friboi, Seara e Swift em viagens dentro de centros urbanos em diferentes regiões do país.

“Aqui temos um desafio: o Brasil tem uma matriz energética limpa na qual ele pode abastecer esses caminhões, mas e o descarte dessas baterias? O que vamos fazer quando chegar lá? Não basta ter uma matriz limpa, é preciso pensar no descarte”, disse a executiva.

Para a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, o setor agropecuário necessita de uma agenda pré-competitiva para avançar nessa descarbonização. “Chegamos a um ponto em que a ciência precisa de mais recursos e mais investimentos para a gente conseguir avançar na redução das emissões. A gente tem testado tudo o que é possível e investido em escalabilidade nos escopos 1 e 2, que é dentro de casa, mas também no escopo 3, dando suporte aos produtores rurais”, disse.

No encerramento, Liége convidou os presentes a circular pelos pavilhões da COP. “Para sairmos daqui inspirados e conseguir levar para o Brasil novas tecnologias, novas ideias. Mais do que expor, entendo que temos de usar a oportunidade dessa conferência para ouvir. Ouvir outras culturas, outras falas. Estar aberto para participar de discussões, porque é na divergência que a gente consegue crescer, e assim levar de volta novas tecnologias, novos aprendizados para o Brasil”, afirmou.

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