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Com Luiza Trajano, evento reúne 3.000 na quarta para debater agenda de inovação ESG ao Brasil

O evento será realizado entre hoje e amanhã, 30 e 1º de dezembro, em Campinas, na região metropolitana de São Paulo

Conferência Anpei: evento estima reunir mais de 3.000 pessoas e apontar caminhos de inovação com sustentabilidade (Getty Images/Getty Images)

Conferência Anpei: evento estima reunir mais de 3.000 pessoas e apontar caminhos de inovação com sustentabilidade (Getty Images/Getty Images)

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Marcos Bonfim

30 de novembro de 2022, 06h05

A palavra inovação é praticamente um chavão nas empresas. Quem é contra a ideia de uma empresa investir em novos produtos, processos ou clientes? Tão recorrente quanto o próprio termo 'inovação' dentro das empresas é a falta de uma agenda para o Brasil avançar no tema.

Atualmente, o país ocupa a 54ª posição no ranking do Índice Global de Inovação (IGI), após avançar três posições em relação aos dados de 2021. O levantamento é feito pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês) e foi divulgado em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo considera 123 países.

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Além disso, o Mapa da Inovação Corporativa, produzido em parceria pelas Aevo e a Inventta, duas consultorias de inovação, registrou que apenas 19% das empresas são reconhecidas como inovadoras pelo mercado, apesar de 49% considerarem que são efetivamente inovadoras.

Na análise de mais de 300 executivos de empresas com mais de 100 funcionários, a ausência de processos está entre as principais dificuldades.

Só 7% informaram que trabalham com metodologias estruturadas e que contribuem para as iniciativas finais.

Como unir inovação e sustentabilidade

O contexto é ainda mais desafiador quando a inovação precisa ser colocada ao lado de uma outra palavra do momento: sustentabilidade, hoje encaixada no conceito de ESG.

Essa é a proposta da vigésima edição da Conferência Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), evento que volta à edição presencial após dois anos e será realizado nesta quarta, 30, e quinta, 1º de dezembro, em Campinas, cidade da região metropolitana de São Paulo.

A Anpei é entidade criada em 1984 para fomentar a inovação a partir de um olhar multissetorial. Conta com membros da iniciativa privada, como Embraer, Ambev, 3M e Kimberly-Clark, e também do setor público como a Unesp e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

Com o tema “Desenvolvimento Sustentável Inovador: um círculo virtuoso”, o evento tem uma agenda que contempla palestras, painéis, pitches e apresentação de tecnologias que mostram caminhos e formas de conectar as duas pautas. Espera reunir mais de 3 mil pessoas.

O encontro receberá nomes como Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza e Presidente do Grupo Mulheres do Brasil; Carlos Melles, presidente do Sebrae Nacional; e Antônio José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e coordenador do projeto Sirius, acelerador de partículas considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica do país. E ainda Marcus Gurgel, diretor de Inovação do iFood; Rafael Navarro, líder global de Gestão do Conhecimento Braskem.

Entre os nomes internacionais, estão Cordell Hardy, VP sênior de Pesquisa e Desenvolvimento da 3M, e David Kellis, adido de Propriedade Intelectual do Mercosul no Escritório de Patentes e Marcas dos EUA (USPTO) no Brasil.

O que esperar do próximo ano

“O tema “Desenvolvimento Sustentável” foi escolhido por um motivo importante: não há como construir um futuro viável e mais responsável sem a inovação. Quero dizer, a inovação é meio para a construção das soluções, mas não é só isso, ela é também essencial para entender e identificar os problemas vigentes e futuros”, diz Marcela Flores, diretora executiva da ANPEI.

Segundo a executiva, a grande de expectativa é de que o próximo ano caminhe no sentido do fortalecimento do ecossistema de inovação no país. Isso a partir de maiores aportes de recursos para universidades e ainda maior volume de relacionamentos e parcerias internacionais.

O avanço vai depender, no entanto, do que considera um “cenário relativamente sensível” globalmente, com economias fragilizadas, guerra na Ucrânia e potencial retorno da covid-19.

“À vista disso, há uma série de oportunidades enquanto país para reforçar alguns temas importantes para a economia e para a soberania nacional. Tais como a energia renovável, agricultura sustentável, as emissões de carbono e a Amazônia que tem ganhado cada vez mais peso na agenda internacional”, diz Flores.

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