Com aumento do trabalho remoto, Microsoft cresce 15% no trimestre

Companhia reportou faturamento de 35 bilhões e lucro de 10,8 bilhões de dólares; coronavírus "teve impacto mínimo" nas vendas
Microsoft: desempenho no trimestre foi impulsionado pelo software Windows e pelo aplicativo de trabalho online Teams (Mike Blake/Reuters)
Microsoft: desempenho no trimestre foi impulsionado pelo software Windows e pelo aplicativo de trabalho online Teams (Mike Blake/Reuters)
Por Carolina IngizzaPublicado em 29/04/2020 19:42 | Última atualização em 29/04/2020 19:42Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A Microsoft teve no primeiro trimestre faturamento acima do esperado por analistas. A empresa de tecnologia americana divulgou nesta quarta-feira 29 o seu balanço trimestral, no qual reportou ter faturado 35 bilhões de dólares, um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2019. O lucro, de 10,8 bilhões, aumentou 22%. A alta foi puxada pelo uso maior de computadores e softwares de trabalho remoto, devido ao isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus.

Com a maior demanda por computadores e notebooks pessoais, a empresa vendeu mais licenças do Windows no período. Além disso, o aplicativo de trabalho online Teams teve uma demanda maior no período. Só em março, o número de videochamadas no serviço cresceu mais de 1.000%.

A divisão de serviços em nuvem cresceu 59% no período, abaixo da taxa de 62% do trimestre anterior. O faturamento da divisão cresceu 27%, totalizando 12,28 bilhões de dólares. Satya Nadella, presidente da Microsoft, diz que a transformação digital vista nos últimos dois meses equivale ao que seria normalmente feito em dois anos. "Nós estamos trabalhando junto com consumidores todos os dias para ajudá-los a se adaptar e manter abertos para negócios em um mundo totalmente remoto", disse Nadella em comunicado.

Os impactos negativos causados pela pandemia foram mínimos, segundo a empresa. O número de licenças de software vendidas desacelerou, principalmente para pequenos e médios negócios, e a quantidade de publicidade no Linkedin também diminuiu.