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Clube dos bilionários brasileiros encolhe no 1º semestre

Fortuna de brasileiros representada entre os 100 homens mais ricos do mundo despenca 44%, segundo a Bloomberg

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	Lemann: semestre positivo para o principal sócio da Ambev, que chegou a junho mais rico
 (Sergio Lima/FolhaPress/Veja)

Lemann: semestre positivo para o principal sócio da Ambev, que chegou a junho mais rico (Sergio Lima/FolhaPress/Veja)

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Márcio Juliboni

Publicado em 3 de julho de 2013 às, 14h43.

São Paulo – O clube dos bilionários brasileiros está menor. Em 1º de janeiro, o Brasil era representado por quatro abonados na lista dos 100 mais ricos da agência Bloomberg, com 55,6 bilhões de dólares. Em 30 de junho, ao fechar o semestre, eram apenas dois nomes, que somavam 30,9 bilhões.

O ano começou com Jorge Paulo Lemann liderando os bilionários brasileiros, com uma fortuna avaliada em 18,8 bilhões de dólares. Um dos donos da Ambev, Heinz e Burger King, Lemann ocupava a 37ª posição no ranking da Bloomberg, que mede diariamente a riqueza dos 100 maiores bilionários do mundo.

Em segundo lugar, vinha Dirce Camargo, viúva de Sebastião Camargo, o fundador do Grupo Camargo Corrêa. Ela ocupava a 65ª posição, com um patrimônio de 13,4 bilhões de dólares.

Em terceiro lugar, Eike Batista era avaliado em 12,4 bilhões de dólares. O dono do Grupo EBX, que chegou a ser o homem mais rico do Brasil e um dos dez maiores do mundo, já sentia os efeitos da perda de confiança dos investidores em seus negócios, detonada em meados do ano passado, quando a petroleira OGX, sua principal empresa, cortou a projeção de produção de seu principal campo, Tubarão Azul, de 20.000 barris diários para 5.000.

O banqueiro Joseph Safra fechava a lista de bilionários brasileiros representados entre os 100 maiores da Bloomberg. Com 11 bilhões de dólares, Safra ocupava a 93ª posição.

Remanescentes

Da lista que abriu o primeiro dia de 2013, apenas dois nomes continuavam em 30 de junho. Jorge Paulo Lemann subiu quatro posições no período, ficando em 33º, com 19,7 bilhões de dólares – 900 milhões a mais.

Nesse meio tempo, Lemann foi um dos protagonistas da compra da gigante americana de alimentos Heinz, por 28 bilhões de dólares – o maior negócio já fechado nesse setor no mundo. Seu sócio na empreitada é ninguém menos que o megainvestidor Warren Buffett.


Já Joseph Safra viu seu patrimônio subir para 11,2 bilhões de dólares, o que o alçou ao posto 88 da lista.

Dois nomes estão ausentes da relação de janeiro. O primeiro é de Dirce Camargo, que morreu em 20 de março, aos 100 anos de idade. O segundo é Eike Batista, que continuou enfrentado a desconfiança generalizada dos investidores – o que levou a mais perdas no valor das ações de suas empresas, principal base para o cálculo de seu patrimônio pessoal.

Queda livre

Eike deixou a lista dos 100 homens mais ricos do mundo em 7 de fevereiro, segundo a Bloomberg. Sua última posição nesse clube foi a 93ª, que ocupou no dia anterior à sua queda abaixo dos 100 primeiros.

De lá para cá, sua situação apenas se agravou. Nos últimos dias de maio, Eike vendeu 70,5 milhões de ações da OGX por 121,8 milhões de reais, o que foi interpretado pelos investidores como um sinal de que nem o dono da empresa já confia tanto nela.

O resultado foi um aprofundamento da desconfiança do mercado em relação a todas as empresas do Grupo EBX. As sucessivas quedas na cotação dos papéis corroeram o patrimônio de Eike.

Em 12 de junho, a Bloomberg anunciou que o empresário já não constava nem da lista dos 200 homens mais ricos do mundo. Sua fortuna, naquele momento, era avaliada em 6,8 bilhões de reais. Em seu auge, em março de 2012, Eike gozava de um patrimônio avaliado em 34,5 bilhões de dólares, segundo a agência de notícias – o que o tornava o oitavo homem mais rico do planeta.

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