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Bunge diz que indefinição em portos afeta investimentos

Fila de espera de navios nos portos, em função da falta de capacidade dos terminais para atender demanda para exportação de grãos e produtos como açúcar, tem sido grande


	Gargalos para o escoamento de produtos nos portos são um dos principais problemas do setor agrícola do Brasil

Gargalos para o escoamento de produtos nos portos são um dos principais problemas do setor agrícola do Brasil

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Da Redação

Publicado em 22 de setembro de 2012 às 11h32.

Campinas - Indefinições do governo sobre a renovação de concessões de terminais portuários privados, que vencem ao final do ano, atuam como um limitador de investimentos por parte das empresas, disse neste sábado o presidente da <strong><a href="https://exame.com/noticias-sobre/bunge">Bunge</a></strong>, Pedro Parente, durante seminário em Campinas.</p>

"Há concessões portuárias que vão vencer no final do ano, e você não sabe o que vai acontecer, o governo não divulgou... É extremamente difícil de investir", afirmou Parente, que comanda a unidade brasileira da multinacional do agronegócio, uma das principais exportadoras do Brasil.

Segundo ele, são necessárias regras claras para o empresariado realizar os investimentos. "Se a gente tiver que aumentar o investimento, o quadro geral, o estímulo, precisa mudar", declarou. "Há investimentos para serem feitos em portos e, dada a indefinição, o empresário não se anima a fazer." Gargalos para o escoamento de produtos nos portos são um dos principais problemas do setor agrícola do Brasil, bastante competitivo no campo, mas que sofre com problemas históricos de infraestrutura. Em tempos de safra recorde, como os atuais, em meio a preços agrícolas oscilando perto de patamares recordes, esses gargalos dificultam ainda mais a situação do setor.

A fila de espera de navios nos portos, em função da falta de capacidade dos terminais para atender a demanda para exportação de grãos e produtos como açúcar, tem sido grande recentemente. São dezenas de navios aguardando para atracar, lembrou Parente, o que atrasa as operações.

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