Brasil tem grande potencial de expansão em bens domésticos, diz Luiza Trajano

Luiza Helena destacou que o Magazine Luiza vai continuar com a sua estratégia de vendas digitais aliadas às lojas físicas

"No País, 79% não têm aspirador de pó, 83% não têm cafeteira e 91% não possuem espremedor de frutas. "Só 15% dos lares têm máquina de lavar automática", destacou (Rodrigo Capote/Bloomberg/Getty Images)
"No País, 79% não têm aspirador de pó, 83% não têm cafeteira e 91% não possuem espremedor de frutas. "Só 15% dos lares têm máquina de lavar automática", destacou (Rodrigo Capote/Bloomberg/Getty Images)
EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 4 de fevereiro de 2023 às 15h01.

A presidente do Conselho do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano destacou que o Brasil tem grande potencialidades de expansão, inclusive porque boa parte da população não tem vários bens, como produtos de utilidades domésticas. Ela apontou que do total de residência no País, 79% não têm aspirador de pó, 83% não têm cafeteira e 91% não possuem espremedor de frutas. "Só 15% dos lares têm máquina de lavar automática, um país com 214 milhões de habitantes. Tem muita oportunidade" disse ela, ao falar durante o Brazil Conference, em Lisboa, com transmissão on line, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Luiza Helena destacou que o Magazine Luiza vai continuar com a sua estratégia de vendas digitais aliadas às lojas físicas. Ela relatou que 37 milhões de pessoas acessam o aplicativo na internet, com 36 milhões de clientes ativos, 1.426 lojas pelo País, com 216 mil "sellers" e 23 centros de distribuição. "Setenta e três por cento das nossas vendas são digitais. A gente acredita em multicanalidade. O cliente compra em Belém pela internet, a gente transformou as lojas em pequenos centros de distribuição, e ele retira o produto na loja", disse. "O digital é uma cultura, do simples, da ponta."

A empresária observou que o combate à desigualdade social é uma responsabilidade de todos, inclusive de dirigentes de companhias e não apenas de políticos. "Vou ao sertão há 12 anos. É muito triste as pessoas terem que andar 10 km para pegar a primeira condução. Sem igualdade social não se desenvolve um pais", apontou. "Por favor, vamos sair do diagnóstico. Há 30 anos eu sei que a Educação é tudo. Temos que partir para fazer acontecer. Erra, redireciona. Acerta, multiplica."

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