Bill Gates pretende doar toda sua fortuna e sair da lista dos mais ricos do mundo

As doações da fortuna de Gates, avaliada em US$ 113 bilhões, serão feitas para a Fundação Bill & Melinda Gates
Dentre as iniciativas da fundação estão combater doenças e pobreza em todo o mundo, luta contra a crise climática, melhorias na educação e promoção da igualdade de gênero. (NICHOLAS KAMM/AFP/Getty Images)
Dentre as iniciativas da fundação estão combater doenças e pobreza em todo o mundo, luta contra a crise climática, melhorias na educação e promoção da igualdade de gênero. (NICHOLAS KAMM/AFP/Getty Images)
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Julia StorchPublicado em 16/07/2022 às 10:21.

Com uma fortuna avaliada em 113 bilhões de dólares, Bill Gates disse nesta semana que planeja doar quase todo o seu dinheiro para a fundação filantrópica que leva seu nome. Com isso, Gates deixará de ser uma das pessoas mais ricas do mundo.

Fundada em 2000 pelo cofundador da Microsoft e sua então esposa, Melinda, a Fundação Bill & Melinda Gates planeja aumentar os gastos de 6 bilhões de dólares anuais atualmente para 9 bilhões de dólares anuais até 2026.

No Twitter, Gates publicou que "Para ajudar a tornar possível esse aumento de gastos, estou transferindo US$ 20 bilhões para a doação da fundação este mês".

Mais tarde, Gates aprofundou o assunto ao publicar: "À medida que olho para o futuro, pretendo dar praticamente toda a minha riqueza à fundação. Vou descer até eventualmente sair da lista das pessoas mais ricas do mundo."

Dentre as iniciativas da organização estão combater doenças e pobreza em todo o mundo, luta contra a crise climática, melhorias na educação e promoção da igualdade de gênero.

Gates publicou, ainda, que espera que outros bilionários também façam suas doações. "Tenho a obrigação de devolver meus recursos à sociedade de maneira que tenham o maior impacto para reduzir o sofrimento e melhorar vidas. E espero que outros em posições de grande riqueza e privilégio também intensifiquem neste momento."

No passado, segundo o Financial Times, Gates teria declarado que as prioridades do mundo são "estranhas" e que cabe a filantropos e governos ricos combater a desigualdade de vacinas.

"Quando se trata de gastar bilhões para salvar trilhões em danos econômicos e dezenas de milhões de vidas, eu diria que é uma apólice de seguro muito boa", disse Gates, observando como esforços aparentemente enormes, mesmo em termos econômicos, evitariam danos muito piores.