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Banco Lloyds retorna completamente à iniciativa privada

Governo britânico vendeu gradativamente suas ações do banco e obteve o total de 21,2 bilhões de libras

Lloyds Banking Group "notificou o mercado que a participação do governo na empresa foi reduzida a zero" (Bloomberg/Bloomberg)

Lloyds Banking Group "notificou o mercado que a participação do governo na empresa foi reduzida a zero" (Bloomberg/Bloomberg)

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AFP

Publicado em 17 de maio de 2017 às 08h52.

O banco britânico Lloyds, que foi salvo da falência pelo Estado durante a crise financeira da década passada, anunciou nesta quarta-feira o retorno total a mãos privadas.

O Lloyds Banking Group "notificou o mercado que a participação do governo na empresa foi reduzida a zero. Assim, o grupo retornou totalmente a mãos privadas", afirma um comunicado.

O governo britânico vendeu gradativamente suas ações e obteve o total de 21,2 bilhões de libras (27,4 bilhões de dólares).

Isto representa um lucro de 894 milhões de libras em relação ao que foi investido, e que levou o Estado a controlar 43% do banco.

"O governo vendeu suas últimas ações no Lloyds Banking Group, recebendo mais do que originalmente investiu", disse o diretor executivo do banco, Antonio Horta-Osorio.

Menos sorte teve a intervenção no Royal Bank of Scotland (RBS), no qual o Estado permanece com 73% das ações. O caso do RBS foi o resgate de um banco mais caro do mundo, com um custo para os cofres públicos de 45,5 bilhões de libras.

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