Azul (AZUL4): como o home office explica alta de 74% na receita no 1º tri

De acordo com John Rodgerson, presidente da Azul, flexibilidade dos passageiros em relação às datas ajudou a retomada da companhia aérea
 (Divulgação/Avolon)
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Por Luciana LimaPublicado em 09/05/2022 15:51 | Última atualização em 09/05/2022 16:27Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Nesta segunda-feira, 9, a Azul divulgou os resultados do primeiro trimestre. Além de uma alta de 74,9% na receita em relação ao mesmo período do ano passado, também houve um aumento de 32,9% na demanda por voos da companhia.  

De acordo com John Rodgerson, presidente da Azul, a maior flexibilidade dos passageiros em relação às datas ajudou a retomada da companhia. “Com home office, datas como Carnaval, em que a tarifa de sexta-feira é mais cara, as pessoas conseguem pegar voos na quinta e trabalhar de onde estão. Além de contribuir com a demanda, temos conseguido boas tarifas nesses dias anteriores”, declarou o executivo durante entrevista coletiva. 

De acordo com Rodgerson, uma das estratégias da companhia foi ampliar a oferta de voos para cidades menores, que antes não estavam no radar da companhia. Como resultado, no primeiro trimestre deste ano, a Azul atingiu um recorde de 151 destinos atendidos, 35 mais do que o registrado antes da pandemia — a meta é chegar em 175 até o final do ano. 

“O Brasil é muito grande, o que fizemos foi servir mais cidades, deixamos de fazer sempre as mesmas viagens para São Paulo-Curitiba de sempre. Temos uma parte do país ligada ao agronegócio que está crescendo bastante. Achamos nestes destinos menores uma nova demanda”, disse o executivo. 

Quando questionado sobre o aumento das tarifas em meio ao aumento de combustíveis, Rodgersons afirmou que mais do que impactar o valor dos bilhetes, a alta do combustível afeta a quantidade de voos disponibilizados pela companhia. 

“Eu não posso determinar a demanda de voos, mas a oferta. Ou seja, quantos voos, de fato, tem para comprar. Por isso, em relação ao quarto trimestre tivemos uma diminuição na quantidade de voos disponíveis. Crescemos em oferta de assentos, mas de voos ainda não. Nossa prioridade é fazer uma oferta saudável de voos, densificando as aeronaves, com a mesma tripulação e mais assentos, mas queimando menos combustível. 

O executivo também comentou sobre a possibilidade do retorno de despacho gratuito de bagagem, aprovado pela Câmara dos Deputados no final do mês passado. “Cerca de 60% dos nossos passageiros viajam sem bagagem. Ou seja, se a medida for aprovada, o cliente que não quiser despachar bagagem vai ter que pagar por aquele que quer”. 

“De olho” no mercado 

Mais cedo, durante conferência com os investidores, os executivos da Azul afirmaram que estavam negociando uma eventual prorrogação da parceria de longo prazo realizada pela companhia e a United Airlines, que acaba dia 26 de junho. 

Durante a coletiva com a imprensa, Rodgerson afirmou que a Azul está "olhando as opções" quando o assunto são aquisições ou parcerias.  

“Nós estamos atentos ao movimento de mercado, é uma tendência que as empresas se juntem como fizeram Avianca e Viva Air recentemente. Temos 151 cidades e podemos nos conectar com qualquer companhia aérea, seja local ou não”, disse. 

Já em relação à possível compra de parte ou toda a operação da concorrente Latam, que está em recuperação judicial nos Estados Unidos, e chegou a ser ventilada anteriormente, Rodgerson afirmou que não falaria sobre o tema. “Respeitamos o processo deles”, declarou. 

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