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Remy Sharp
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O presente de Natal chegou mais cedo na Conta Simples. A startup acaba de receber a autorização do Banco Central (Bacen) para operar como uma Sociedade de Crédito Direto (SCD). Em operação desde meados de 2019, a empresa brasileira é uma das pioneiras no mercado de cartões corporativos para pequenas e médias empresas.

Com a plataforma de gestão da startup, os clientes podem abrir conta, pagar boletos e fazer o acompanhamento do usos recursos pelos funcionários, definindo orçamentos e limites de acordo com as demandas dos profissionais.

A Conta Simples havia entrado com o pedido de registro há quase dois anos. A licença permite que a startup construa produtos de crédito dentro de casa, processos para os quais dependia de instituições parceiras.

 A ideia é desenvolver linhas próprias, aumentando a agilidade de lançamentos e reduzindo custos de operação, como integrações com outros sistemas bancários. 

Quais os planos da Conta Simples

“Nós vamos aumentar o leque de produtos para os nossos clientes e queremos levantar novos veículos de investimentos”, afirma Rodrigo Tognini, um dos fundadores da fintech ao lado de Ricardo Gottschalk e Fernando Santos

Os primeiros produtos feitos em casa devem aparecer no primeiro trimestre de 2024. Na frente na linha de produção, estão recursos para os cartões de créditos, como extensões de prazos de pagamento e de parcelamento. 

“Os nossos clientes trabalham com um fluxo de caixa muito apertado e, alongando os prazos, eles ficam em situação mais confortável”, diz Tognini. 

Os principais clientes da Conta Simples são startups, agências de marketing e publicidade e profissionais liberais. 

Na base, estão mais de 30.000 CNPJs. São empresas com faturamento diverso, desde aquelas que registram R$ 500.000 àquelas que fazem mais de R$ 100 milhões por ano. Na lista, estão nomes como Mottu, Kiwify e Qulture.Rocks.

A escolha por inovar primeiro em cartões não é à toa. A Conta Simples se lançou no mercado com uma conta corrente e evoluiu com um sistema de cartões corporativos. 

Neste ano, os pagamentos usando os cartões vão movimentar mais de R$ 5 bilhões, crescimento de 150% em relação aos números registrados em 2022. 

Uma expansão puxada pela emissão de novos cartões neste ano, 500.000 até o momento, e ainda pelo aumento dos gastos por cliente.

Ao adicionar novas camadas de recursos para a operação, a Conta Simples pretende aumentar a representatividade de uma unidade de negócio que considera promissora. 

A divisão de cartões corporativos responde por menos de um terço de todo o volume transacionado. A parte principal tem origem na conta corrente e movimentações com  PIX e TED.  

Este ano, a fintech deve processar mais de R$ 17 bilhões, montante duas vezes maior do que em 2022. 

Como os produtos serão financiados

De acordo com Tognini, o time já vinha trabalhando em algumas soluções antes mesmo da aprovação pela BC, agenda que será intensificada nos próximos meses.

Para a acelerar o desenvolvimento, a startup deve aumentar o time, hoje com mais de 250 profissionais.

Os recursos para os investimentos virão da geração de caixa e do aporte obtido em 2021, uma rodada série A no valor de 21,5 milhões de dólares.

"Nós fazemos uma gestão controlada e ainda temos mais 70% do que recebemos. Estamos operando muito próximo ao breakeven, o nos dá conforto para aumentar o investimento", diz. 

Na ocasião, a startup contou entre os investidores com:

  • JAM
  • Valor Capital
  • Base10
  • Y Combinator
  • Quartz
  • Big Bets


Desde o início da operação, a Conta Simples recebeu mais de R$ 150 milhões em investimentos. No período, a startup registra uma taxa de crescimento médio anual de 240%.

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