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Aos 100 anos, Grupo Zema, de MG, mira e-commerce e produtos financeiros para faturar R$ 2,5 bilhões

Fundado em maio de 1923, na mineira Araxá, o Grupo tem 468 lojas físicas e aposta num marketplace para ampliar a presença pelo Brasil

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Romero Zema, do Grupo Zema: "O varejo serve hoje para dar suporte à financeira, que tem um futuro promissor dentro do Grupo" (Divulgação/Divulgação)

Romero Zema, do Grupo Zema: "O varejo serve hoje para dar suporte à financeira, que tem um futuro promissor dentro do Grupo" (Divulgação/Divulgação)

Prestes a completar 100 anos sendo uma das varejistas mais conhecidas de Minas Gerais, o Grupo Zema espera receitas de 2,5 bilhões de reais em 2023 com o resultado de medidas tomadas nos últimos meses para expandir as vendas digitais e entrar em novos mercados.

O que é o Grupo Zema

Fundado em maio de 1923, em Araxá, no Triângulo Mineiro, o Grupo atualmente está dividido nas seguintes verticais:

  • Lojas Zema, com 468 unidades
  • Zema Financeira, braço de empréstimos
  • Zema Consórcio
  • Zema Seguros
  • Rede de 20 concessionárias de veículos

Até 2018, fazia parte do Grupo uma rede de postos de gasolina vendida ao grupo francês Total por 500 milhões de reais.

Dois anos antes, o grupo passou por mudanças na administração. Romeu Zema, CEO do grupo por 26 anos, passou o bastão para dedicar-se a outras atividades e afastou-se do dia a dia dos negócios da família. 

Em 2018, ele foi eleito governador de Minas Gerais pelo partido Novo e reeleito no ano passado

Há quatro anos, o comando dos negócios está com Romero Zema, irmão de Romeu.

Onde estão os investimentos

Sob a conduta de Romero, o grupo ampliou o foco em serviços financeiros complementares ao varejo físico. 

Tradicionalmente reconhecida como uma marca com presença muito forte em cidades pequenas do interior de Minas, o Grupo Zema aproveitou a vantagem competitiva para vender produtos como consórcios e seguros de eletroeletrônicos e cartões de crédito aos consumidores já fiéis à empresa.

O exército de vendedores do Grupo Zema — uma parte significativa dos mais de 5.000 funcionários —, tem hoje metas para a venda de produtos financeiros.

"O corpo a corpo do varejo físico é muito importante para ganhar tração em cidades pequenas", diz Romero.

Lançado no começo do ano, o cartão de crédito do Grupo Zema atualmente já tem cerca de 5.000 emissões por mês.

A aposta na combinação de varejo de eletro com a venda de produtos financeiros por ali é tão forte que os dois negócios estão sob a mesma gestão dentro do Grupo. 

Atualmente eles respondem por 80% do faturamento; o restante vem das concessionárias. 

"O varejo serve hoje para dar suporte à financeira, que tem um futuro promissor dentro do Grupo", diz Romero.

Qual é o papel do e-commerce

A pandemia acelerou os investimentos no comércio eletrônico. Hoje, 10% das vendas já são via Zema.com, o e-commerce do Grupo. Em 2022, o site fez entregas em mais de 3.600 municípios.

Entre as novidades nesta frente está um marketplace, aos moldes de concorrentes com atuação nacional como Magazine Luiza.

Lançado em esquema de teste no início do ano, o marketplace tem um plano de investimento robusto para os próximos meses.

Para facilitar a logística de vendedores parceiros, sobretudo para além de Minas Gerais, o Grupo planeja abrir quatro centros de distribuição nos próximos meses. 

Ao menos dois estarão fora de Minas: um no Espírito Santo e outro em São Paulo. 

Como foi o resultado de 2022 — e a projeção para 2023

Os investimentos vêm numa fase de recuperação de fôlego dos negócios no Grupo após um 2022 desafiador. 

Em função da alta nos juros, a inadimplência atingiu níveis recordes no ano passado e o faturamento ficou estagnado em 2,2 bilhões de reais.

A situação começou a melhorar no quarto trimestre de 2022, com mudanças na política de concessão de crédito e uma atuação mais ativa na renegociação de dívidas em atraso.

Para 2023, apesar do cenário ainda incerto para a economia como um todo e sobre a trajetória da Selic em particular, a expectativa do Grupo é de uma alta de 12% nas receitas e de uma expansão na rede de lojas. 

No radar já estão mapeadas oportunidades em 65 novos pontos de venda, sobretudo em cidades de Minas Gerais onde a concorrência fechou lojas nos últimos meses.

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