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UE garante continuidade da ajuda à Ucrânia, mas não se compromete

Zelensky admite que se encontra em um momento crítico na defesa de seu país contra a invasão da Rússia

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia (Agence France-Presse/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 22 de abril de 2024 às 14h33.

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Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa da União Europeia (UE) garantiram, nesta segunda-feira, 22, que manterão a ajuda à Ucrânia, mas sem se comprometer de forma concreta com a entrega de equipamentos de defesa antiaérea solicitados com urgência por Kiev.

A Ucrânia admite que se encontra em um momento crítico na sua defesa contra a invasão da Rússia, porque não dispõe de meios de defesa antiaérea.

Por este motivo, tem pressionado os países ocidentais para que transfiram sofisticadas defesas antiaéreas Patriot de fabricação americana ou equipamento equivalente.

Na UE, Alemanha, Polônia, Grécia, Espanha, Romênia e Países Baixos possuem baterias Patriot. Por enquanto, apenas Berlim se comprometeu a transferir uma destas unidades para a Ucrânia.

Ao final do encontro, o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, declarou à imprensa que os países colocaram à disposição de Kiev parte de suas reservas de obuses e recursos antiaéreos, mas não forneceu detalhes.

Junto ao ministro ucraniano de Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, em uma videoconferência, disse aos seus homólogos europeus que "agora que estão todos à mesa, é momento de agir, e não de discutir".

"Podemos prevenir o pior cenário se agirmos juntos e sem medo. Precisamos de ações concretas e decisões fortes", declarou Borrell.

No final da reunião, o chefe da diplomacia polonesa, Radek Sikorski, disse que gostaria que os avanços fossem feitos "mais rapidamente".

Ao chegar à reunião ministerial desta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, evitou responder a perguntas insistentes sobre se o seu país entregaria uma das suas unidades Patriot à Ucrânia.

"Estamos muito cientes desta necessidade de defesa antiaérea, e especialmente do Patriot, por parte da Ucrânia. A Espanha sempre fez tudo o que pôde e o que estava ao seu alcance", disse ele.

Já a ministra da Defesa dos Países Baixos, Kajsa Ollongren, afirmou que "é preciso agir, mas às vezes é preciso discutir antes de agir. Estamos explorando todos os caminhos", declarou.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, sublinhou na sexta-feira a urgência de dotar Kiev de capacidades antiaéreas.

No último sábado, 20, a Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos aprovou um pacote de ajuda à Ucrânia de quase US$ 61 bilhões (cerca de R$ 320 bilhões, na cotação atual), após meses de negociação.

"Temos que avançar. É um momento crucial", afirmou a chanceler da Letônia, Baiba Braze.

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