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Trump ameaça Irã novamente e diz que 'grande força está a caminho'

Presidente americano também reforçou que pretende taxar os parceiros comerciais de Teerã, medida que pode afetar o Brasil

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 21h35.

Última atualização em 22 de janeiro de 2026 às 21h45.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira, 22 de janeiro, que mobilizou uma “grande força” em direção ao Irã, país com o qual Washington mantém tensões diplomáticas desde 1979.

“Temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução. Temos uma grande flotilha seguindo para lá. Vamos ver o que acontece”, disse o republicano à imprensa a bordo do Air Force One. “Prefiro que nada aconteça, mas estamos observando o país muito de perto.”

A fala de Trump ocorreu após sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Segundo o jornal britânico The Guardian, Donald Trump foi questionado sobre a possibilidade de intervenção militar americana no país, em meio a relatos de mortes de manifestantes no Irã.

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Pressão sobre mortes de manifestantes

Aos jornalistas, Trump também ressaltou o elevado número de manifestantes mortos em meio aos protestos contra o governo de Teerã.

"Ninguém sabe o número. Quer dizer, são muitos, não importa o quê. Mesmo que fosse apenas uma pessoa...", disse o presidente. “Neste país, se for uma pessoa, vira notícia de primeira página”, acrescentou, em aparente referência ao assassinato de Renee Good em Minneapolis recentemente por um agente do ICE, sobre o qual ele imediatamente mentiu e minimizou.

“São muitas pessoas, mas vocês sabem que há uma diferença entre ‘muitas’ e 20 mil pessoas, então vamos descobrir”, acrescentou Trump. “Mas temos uma armada, temos uma frota enorme indo naquela direção, e talvez não precisemos usá-la. Veremos.”

Nesta quarta-feira, 21 de janeiro, a televisão estatal do Irã transmitiu declarações do Ministério do Interior e da Fundação dos Mártires e Assuntos dos Veteranos, um órgão oficial que presta serviços às famílias das vítimas mortas em guerras, afirmando que 3.117 pessoas foram mortas, das quais 2.427 eram civis e forças de segurança. Não foram divulgados detalhes sobre as outras vítimas.

A Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos, ONG com sede nos Estados Unidos, afirmou, no entanto, que o número de mortos na madrugada de ontem era de pelo menos 4.902.

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Tarifas aos aliados do Irã

Durante a entrevista, Donald Trump reforçou a intenção de impor tarifas a todos os países que mantiverem relações comerciais com o Irã. Segundo ele, uma alíquota de 25% deve ser implementada “muito em breve”.

A proposta havia sido apresentada inicialmente em 12 de janeiro. O Brasil é um dos países que podem ser afetados pela medida.

Nas semanas anteriores, o presidente norte-americano havia indicado possibilidade de intervenção caso o governo iraniano levasse adiante execuções de manifestantes detidos durante os protestos. No dia 13 de janeiro, Trump declarou que adotaria “medidas duras” caso houvesse enforcamentos. No dia seguinte, afirmou que o Irã havia suspendido as execuções, reduzindo o risco de escalada militar.

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