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Tailândia encerra votação em eleições gerais e referendo sobre nova Constituição

Pesquisas apontam a plataforma reformista Partido do Povo (PP) como favorita para vencer as eleições

Eleições na Tailândia: 53 milhões de eleitores devem escolher os 500 membros da Câmara dos Representantes (EPA/RUNGROJ YONGRIT/EFE)

Eleições na Tailândia: 53 milhões de eleitores devem escolher os 500 membros da Câmara dos Representantes (EPA/RUNGROJ YONGRIT/EFE)

Isabela Rovaroto
Isabela Rovaroto

Repórter de Negócios

Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 08h59.

Os colégios eleitorais da Tailândia fecharam neste domingo após uma intensa jornada de eleições gerais, realizada de forma paralela a um referendo que consultou a população sobre a adoção de uma nova Constituição. A atual Carta Magna foi elaborada durante o período da junta militar que governou o país entre 2014 e 2019.

Sem o registro de incidentes graves, cerca de 53 milhões de eleitores foram chamados às urnas para escolher os 500 membros da Câmara dos Representantes. Caberá ao novo Parlamento eleger o próximo primeiro-ministro a partir de abril.

As urnas foram encerradas às 17h no horário local (7h de Brasília). A expectativa é que os resultados provisórios comecem a ser divulgados ainda nas próximas horas.

Pesquisas divulgadas antes do pleito apontavam a plataforma reformista Partido do Povo (PP) como favorita para vencer as eleições, seguida pelo partido conservador Bhumjaithai (BJT).

A disputa ocorre em um país marcado pela forte influência da monarquia e das Forças Armadas, além de uma longa história de golpes de Estado.

De acordo com os levantamentos, nenhuma das legendas deve alcançar os 251 assentos necessários para formar maioria absoluta na Câmara, o que deve obrigar os partidos mais votados a buscar alianças para a formação de um novo governo.

As eleições foram convocadas de forma antecipada pelo primeiro-ministro interino, Anutin Charnvirakul, líder do BJT, após um período de instabilidade política no qual a Tailândia teve três chefes de governo desde as eleições de maio de 2023.

Naquele pleito, a plataforma reformista, então conhecida como Avançar (Move Forward), venceu de maneira inesperada, mas não conseguiu formar governo devido ao veto do antigo Senado, composto por membros nomeados pelo regime militar.

Desde então, o processo foi alterado e a Câmara Alta deixou de participar da escolha do primeiro-ministro.

Além das eleições legislativas, os eleitores também participaram de um plebiscito sobre a necessidade de modificar a atual Constituição do país.

As longas filas e o fluxo constante de eleitores em quase 100 mil locais de votação indicam uma participação elevada. Nas eleições de 2023, o comparecimento às urnas superou 75%.

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