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Sul-americanos reagem à violência na Líbia e cobram providências

UE ameaça com sanções, mas o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, acredita que este não é o caminho ideal

Fidel Castro: Cuba quer que tensão na Líbia termine sem intervenção estrangeira (Getty Images)

Fidel Castro: Cuba quer que tensão na Líbia termine sem intervenção estrangeira (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 24 de fevereiro de 2011 às 11h48.

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Brasília – Os líderes de países latino-americanos como o Brasil, Peru, El Salvador e a Colômbia defendem o fim da violência e a busca por uma acordo na Líbia. Paralelamente, governos da Europa e dos Estados Unidos sinalizam que podem adotar punições à gestão de Muammar Kadafi para pressioná-lo. Cuidadoso, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, apelou para que o impasse seja solucionado sem a “interferência ou intervenção estrangeira”.

Para o chanceler brasileiro, Antonio de Aguiar Patriota, a adoção de sanções não é o caminho ideal. Os representantes na União Europeia – que reúne 27 nações – analisam a hipótese de adotar medidas contra a Líbia para pressionar Kadafi a atender às reivindicações dos oposicionistas e deixar o poder. Recentemente, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou sanções à Coreia do Norte em decorrência de testes nucleares feitos pelo governo norte-coreano.

O chanceler cubano evitou criticar Kadafi. Segundo Rodríguez, as informações que chegam até o Ocidente são “contraditórias”. Em Bogotá, os presidentes de El Salvador, Mauricio Funes, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, condenaram a violência cometida por forças policiais contra manifestantes na Líbia e disseram que, para a comunidade internacional, é inadmissível o que ocorre no país.

No Peru, o presidente Alan García divulgou nota oficial, por meio do Ministério das Relações Exteriores, lamentando as mortes e a repressão à liberdade de expressão na Líbia. “O governo do Peru condena veementemente a repressão que está sendo realizada pelo governo líbio aos manifestantes que expressam seu descontentamento e pacificamente exigem reformas no sistema político. Também lamenta as perdas de vidas e do uso da violência”, diz o comunicado.

Ontem (23), nos Estados Unidos, o presidente norte-americano, Barack Obama, fez seu primeiro pronunciamento à nação sobre os fatos que ocorrem na Líbia. Segundo ele, o “derramamento de sangue é inaceitável”. Obama defendeu que a comunidade internacional “fale uma única voz” referindo-se à pressão contra o governo Kadafi.

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