Soja sul-americana domina compras da China no 4o tri

Juntos, Brasil e Argentina deverão ser responsáveis por quase metade da soja comprada pelo país asiático

Cingapura - Cerca de metade das importações de soja realizadas pela China virá do Brasil e da Argentina no quarto trimestre deste ano, em meio a ofertas competitivas da América do Sul, que mantém amplos estoques nesta temporada de safra recorde, disseram traders da Ásia.

O maior comprador mundial de soja deve comprar até 7 milhões de toneladas de soja do Brasil e da Argentina entre outubro e dezembro, de uma demanda total estimada no período em 15 milhões de toneladas, comparada com cerca de 5 milhões de toneladas embarcadas um ano atrás, disseram traders de Cingapura, que fornecem diretamente para a China.

A China estará atenta à América Latina para mais compras até o final do ano, tipicamente o pico da safra para os Estados Unidos, o que pode pesar sobre os preços do contrato referência em Chicago.

"A América do Sul responderá pela maior parte dos negócios no 1o trimestre do ano comercial dos Estados Unidos", disse Adam Davis, analista sênior da Merricks Capital, de Melbourne. "Isso dependerá dos preços, uma vez que os compradores chineses optarão pela origem mais barata."

Nesta semana, o vencimento mais próximo da soja na bolsa de Chicago recuou quase 2 por cento, encerrando quatro semanas de ganhos consecutivos, uma vez que investidores balancearam suas posições antes do relatório de oferta e demanda mensal, que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulga na segunda-feira.

Analistas consultados pela Reuters previram, em média, que a produção de soja dos EUA será de 3,032 bilhões de bushels, comparado com o relatório de agosto do USDA, que apontou safra de 3,056 bilhões.

Soja brasileira mais barata

A soja brasileira na China estava cotada em cerca de 595 dólares a tonelada, incluindo custo e frete, cerca de 10 por cento mais barata do que as ofertas dos Estados Unidos, disseram os traders.

"Os Estados Unidos estão perdendo muitos negócios para a América do Sul", disse o gerente de uma trading sediada em Cingapura, que faz vendas diretas para a China.

"Os EUA terão mais soja para o resto do ano, isso deve ter o impacto sobre seu estoque de passagem, mas dependerá da próxima safra da América do Sul."

Os estoques finais tanto para o milho como para a soja são previstos para ficarem menores do que o estimado anteriormente pelo governo.

A China acabou de comprar carregamentos para embarque em outubro, somando cerca de 5 milhões de toneladas, enquanto as compras para novembro e dezembro estão lentas.

"Outubro está perto de 5 milhões de toneladas, mas não há pressa para reservar novos carregamentos em novembro e dezembro", disse um outro trader de Cingapura.

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