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Protestos na Venezuela deixam ao menos 35 feridos

Universitários e policiais entraram em conflito nas cidades de San Cristóbal e Valencia

Protesto: estudantes bloquearam as ruas para protestar contra as decisões do Supremo (Carlos Eduardo Ramirez/Reuters)

Protesto: estudantes bloquearam as ruas para protestar contra as decisões do Supremo (Carlos Eduardo Ramirez/Reuters)

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AFP

Publicado em 6 de abril de 2017 às 09h35.

Confrontos entre estudantes universitários e policiais nas cidades venezuelanas de San Cristóbal e Valencia deixaram nesta quarta-feira ao menos 35 feridos, informaram fontes acadêmicas.

Em San Cristóbal, na fronteira com a Colômbia, "a brigada de primeiros socorros da UNET (Universidade Experimental de Táchira) atendeu 21 feridos por tiros de escopeta, gás e outros motivos", disse à imprensa José Andrés Molina, diretor do centro educacional.

Os choques começaram quando alunos da UNET bloquearam várias ruas de acesso à universidade, para rejeitar as sentenças do Tribunal Supremo de Justiça contra o Parlamento, e foram interpelados pela polícia de choque.

Os manifestantes reagiram com paus, pedras e fogos de artifício, enquanto a polícia utilizava gás lacrimogêneo e tiros de escopeta à distância.

Devido aos distúrbios, as aulas foram suspensas na UNET.

San Cristóbal foi o foco da onda de protestos contra o presidente Nicolás Maduro em 2014, que deixou 43 mortos.

Em Valencia, na região central do país, estudantes da Universidade de Carabobo também bloquearam as ruas para protestar contra as decisões do Supremo, o que degenerou em confrontos com a polícia e militares. Os incidentes deixaram 14 feridos, segundo a reitora Jessy Divo.

A reitora denunciou a entrada de policiais na Universidade e pediu a abertura de "uma investigação por violação da autonomia universitária".

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