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Premiê do Líbano renuncia em meio a tensões com Síria

A renúncia ainda não foi aceita oficialmente pelo presidente Michel Suleiman


	Mikati, à direita: renunciou ao posto depois de não conseguir levar o gabinete de governo a acordo sobre prorrogação do mandato do general Rifi como comandante de forças de segurança interna
 (Reuters)

Mikati, à direita: renunciou ao posto depois de não conseguir levar o gabinete de governo a acordo sobre prorrogação do mandato do general Rifi como comandante de forças de segurança interna (Reuters)

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Da Redação

Publicado em 22 de março de 2013 às 16h52.

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Beirute - O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, dissolvendo o governo e aprofundando a incerteza política no país em um momento no qual o conflito na vizinha Síria provoca tensão sectária no Líbano.

Mikati renunciou ao posto depois de não ter conseguido levar seu gabinete de governo a um acordo sobre a prorrogação do mandato do general Ashraf Rifi como comandante de forças de segurança interna. A renúncia ainda não foi aceita oficialmente pelo presidente Michel Suleiman.

Rifi é um sunita alinhado com a facção política de oposição 14 de Março, vista como pró-Ocidente e abertamente crítica do governo de Bashar Assad na Síria.

O general teria que se aposentar compulsoriamente em 1º de abril, por motivo de idade, mas a delicada situação interna levou Mikati a pedir ao gabinete que prorrogasse o mandato de Rifi. Mas o gabinete, que é dominado pelo movimento xiita 8 de março, recusou o pedido.

A extensão do mandato de Rifi representaria uma gentileza simbólica com o objetivo de aplacar os temores da comunidade sunita do Líbano.

Mikati liderará a partir de agora um governo interino até que novas eleições sejam realizadas. As eleições parlamentares eram esperadas para junho, mas a falta de acordo em torno de uma nova legislação eleitoral torna provável que a votação ocorra depois disso. As informações são da Associated Press.

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