O presidente da França, Emmanuel Macron (Ukrainian Presidency / Handout/Anadolu via Getty Images)
Repórter
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 11h02.
Última atualização em 22 de outubro de 2026 às 11h04.
O presidente da França, Emmanuel Macron, repudiou nesta quinta-feira, 22, os “atos sediciosos” que atribuiu a grupos de extrema esquerda após saques e confrontos durante protestos contra o alto custo de vida. O governo francês decretou toque de recolher em várias regiões e reforçará a segurança diante de novas manifestações previstas para sábado.
O presidente da França, Emmanuel Macron, repudiou nesta quinta-feira, 22, o que classificou como "atos sediciosos" orquestrados por grupos de "extrema esquerda". Ele acusa essas frentes de tentarem "derrubar a República" na esteira da violência e dos saques registrados durante as manifestações contra o alto custo de vida.
No último fim de semana, diversos municípios franceses registraram saques e embates quando jovens com os rostos cobertos ocuparam as vias públicas.
"Tivemos, ao mesmo tempo, atos políticos e até mesmo sediciosos, realizados por grupos organizados de extrema esquerda cujo objetivo é derrubar a República", declarou Macron. A fala ocorreu após um encontro no Palácio do Eliseu com os serviços de inteligência, que vêm sendo criticados por não anteciparem a dimensão da mobilização do último sábado.
Em resposta à violência, o governo impôs um toque de recolher de três noites em regiões de diferentes cidades, incluindo Paris e Lyon, a terceira maior do território francês.
A onda de insatisfação abala a administração a poucos meses da corrida presidencial, marcada para abril e maio. No pleito, Macron está impedido de se candidatar e a líder de ultradireita Marine Le Pen lidera as pesquisas de intenção de voto.
Protestos contra alta no custo de vida da França terminaram com depredação e incêndios, nas ruas de Paris
Sindicatos e o movimento dos "coletes amarelos", organizadores dos atos, projetam novos protestos em escala nacional para o próximo sábado, além de uma greve geral e manifestações agendadas para o dia 5 de novembro.
Para este fim de semana, o Estado vai mobilizar veículos blindados e tropas de elite da polícia e da gendarmeria. A operação também acionará a missão Sentinelle, força composta por militares que habitualmente atuam na segurança de monumentos e áreas de grande movimentação.
De acordo com o Ministério do Interior, o contingente das forças de segurança escalado para este sábado será "20% superior" ao empregado na semana anterior.
Municípios como Lyon, Rouen e Toulon vetaram a realização de protestos no sábado, com o intuito de prevenir a repetição do cenário visto na semana passada. A oposição classificou as proibições das autoridades como uma atitude "liberticida".
O saldo dos danos já inclui uma grande parte da Prefeitura de Limoges. O prédio, inaugurado em 1883, foi parcialmente destruído por chamas durante a mobilização de 17 de outubro. Segundo o Ministério Público, até o momento, duas pessoas foram detidas por ligação com o episódio; uma delas tem 66 anos.
Além disso, centenas de estabelecimentos comerciais foram alvo de saques em diversas cidades do país.
Com AFP
Emmanuel Macron afirmou que grupos organizados de extrema esquerda promoveram “atos políticos e até mesmo sediciosos” com o objetivo de “derrubar a República”. A declaração ocorreu após uma reunião com os serviços de inteligência no Palácio do Eliseu.
As manifestações foram convocadas contra o alto custo de vida. No último fim de semana, jovens com os rostos cobertos ocuparam vias públicas, e diversas cidades registraram saques e confrontos.
O governo francês impôs toque de recolher por três noites em regiões de diferentes cidades, entre elas Paris e Lyon. Para o próximo sábado, o Estado mobilizará veículos blindados, tropas de elite da polícia e da gendarmeria e militares da missão Sentinelle.
Sindicatos e o movimento dos “coletes amarelos” convocaram novos protestos nacionais para o próximo sábado. Uma greve geral e outras manifestações também estão previstas para 5 de novembro.
Segundo o Ministério do Interior, o contingente das forças de segurança será 20% superior ao empregado na semana anterior. Lyon, Rouen e Toulon também proibiram protestos no sábado para tentar evitar novos episódios de violência.
Centenas de estabelecimentos comerciais foram saqueados em várias cidades, e parte da Prefeitura de Limoges foi destruída por um incêndio durante a mobilização de 17 de outubro. Segundo o Ministério Público, duas pessoas foram detidas por ligação com o episódio, entre elas uma de 66 anos.