Monte Carlo, em Mônaco, durante o Natal (Getty Images)
Repórter
Publicado em 1 de março de 2026 às 10h00.
Sem recursos naturais, terras aráveis ou forças armadas, a pequena ilha no Mediterrâneo parece pouco a oferecer. Com uma população de quase 40 mil pessoas, e cerca de 600 policiais, a nação insular não possui um exército, dependendo da França para sua segurança nacional.
Menor do que o Central Park em Nova York, Mônaco é um país independente com sua própria economia. Assim como Luxemburgo e Liechtenstein, entre os menores países do mundo, Mônaco é uma relíquia da Europa medieval.
Uma monarquia constitucional hereditária, cujo atual líder é o príncipe Alberto II, o país também tem um Legislativo, composto por uma câmara única de 24 membros, e um Judiciário independente, cujos membros são magistrados franceses.
A economia do país atualmente consiste em seu forte turismo, principalmente entre fãs de Fórmula 1 combinado com sua rica tradição dos mais chiques cassinos.
Fundando pela Casa Grimaldi, em 1297, Mônaco sobreviveu aproveitando a proteção de seus vizinhos europeus como um estado vassalo e protetorado, mudando de mãos muitas vezes ao longo dos anos, passando sob o controle de países como Itália, Espanha e França, o último dos quais até hoje influencia na política da nação insular – isso também se reflete nas línguas faladas por lá, com as principais sendo italiano e francês.
Mesmo assim, ao longo dos séculos, foi capaz de manter um certo nível de sua independência e supremacia. Apesar disso, enfrentou algumas crises ao longo dos anos. A mais notável dessas, que resultou na independência concreta da nação insular, aconteceu em 1962, quando o presidente francês Charles de Gaulle se cansou dos muitos cidadãos franceses que se aproveitavam das regras econômicas de Mônaco e se mudavam para lá para evitar pagar imposto de renda.
Ele ameaçou cortar o fluxo de francos franceses para a ilha, que era a moeda tanto da França quanto de Mônaco antes do advento do euro.
Sob pressão, o então príncipe da ilha, Rainier Terceiro, firmou um contrato com Paris decretando que cidadãos franceses na região pagariam seus impostos normalmente. Em troca, a independência de Mônaco foi garantida, desde que não interferisse mais nos interesses franceses.