WASHINGTON, DC - MARCH 20: U.S. President Donald Trump displays an executive order he signed titled "Preserving America's Game" to preserve the broadcast time slot for the Army v Navy football game during a ceremony awarding the Commander-in-Chief Trophy to the Navy Midshipmen football team in the East Room of the White House March 20, 2026 in Washington, DC. The Commander-in-Chief Trophy is awarded each year to the winner of the Army-Navy football game. (Photo by Heather Diehl/Getty Images) (Heather Diehl/Getty Images)
Repórter
Publicado em 1 de abril de 2026 às 11h44.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 1º, que o Irã teria solicitado um cessar-fogo, mas condicionou qualquer trégua à reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã negou a informação.
Em publicação na Truth Social, Trump disse que um suposto “novo presidente” do regime iraniano pediu a interrupção das hostilidades, sem especificar a quem se referia.
“Consideraremos quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido”, escreveu.
O presidente também afirmou que, até lá, os Estados Unidos continuarão os ataques.
Após a declaração, a Guarda Revolucionária do Irã reiterou que o estreito seguirá fechado para países considerados inimigos.
“A situação no Estreito de Ormuz está totalmente sob controle das forças navais”, afirmou a corporação, em comunicado divulgado pela televisão estatal.
O governo iraniano também voltou a negar negociações formais com Washington.
Trump afirmou ainda que fará um pronunciamento à nação nesta noite, com atualizações sobre a guerra, após uma série de declarações indicando que o conflito pode se encerrar em “duas ou três semanas”.
O presidente também disse que os objetivos da ofensiva — iniciada em fevereiro — estão sendo alcançados, especialmente impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear.
Nos últimos dias, Trump intensificou críticas a aliados e afirmou que os Estados Unidos não devem mais liderar esforços para reabrir o Estreito de Ormuz.
Ele cobrou ação de países da Otan e de nações asiáticas, sugerindo que assumam a responsabilidade pela segurança da rota, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Em entrevista ao The Telegraph, o presidente também afirmou que não descarta retirar os EUA da Otan, classificando a aliança como um “tigre de papel”.