Pompeo promete apoio à Ucrânia em meio a julgamento de impeachment

Trump é acusado de pressionar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, a investigar seu rival democrata Joe Biden e o filho dele

Kiev — O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, enfatizou o apoio de Washington à Ucrânia em uma visita a Kiev nesta sexta-feira, com os dois países buscando amenizar as relações afetadas pelo julgamento de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A Ucrânia entrou em uma batalha política dos EUA no ano passado, quando Trump enfrentou acusações de pressionar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, a investigar seu rival democrata Joe Biden e o filho dele.

Pompeo é a autoridade norte-americana de mais alto escalão a viajar para a Ucrânia desde o início do processo de impeachment. A visita acontece quando o julgamento de impeachment de Trump se aproxima do final, na sexta-feira ou no sábado, provavelmente com a absolvição do presidente.

Depois de se reunir com Zelenskiy, os dois minimizaram as consequências do impeachment.

"Hoje estou aqui com uma mensagem clara: os Estados Unidos veem que a luta ucraniana por liberdade, democracia e prosperidade é valiosa. Nosso compromisso em apoiá-la não sofrerá abalo", afirmou Pompeo.

A Ucrânia conta com Washington para apoio diplomático, sanções a Moscou e ajuda militar para comprar mísseis e outros equipamentos, enquanto luta contra combatentes apoiados pela Rússia em uma guerra que matou mais de 13.000 pessoas.

Trump congelou quase 400 milhões de dólares em assistência de segurança dos EUA pouco antes de falar com Zelenskiy em um telefonema em julho, provocando acusações dos democratas de que ele usara a política externa dos EUA para obter ganhos pessoais.

Critica democrata

A esperada absolvição do presidente dos EUA, Donald Trump, em seu julgamento de impeachment será uma vitória vazia, se testemunhas não forem convocadas para depor no julgamento - afirmou nesta sexta-feira (31) o principal democrata do Senado, Chuck Schumer.

"Este país está caminhando para o maior acobertamento desde o (escândalo do) Watergate", disse Schumer diante do que pode ser o último dia das audiências históricas.

"Se meus colegas republicanos se recusarem a considerar testemunhas e documentos neste julgamento, a absolvição do presidente não terá sentido. Porque será o resultado de um julgamento falso".

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