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Piñera: há 'provas' de que incêndios são cometidos por criminosos

Onda de incêndios que começou na semana passada afetou quatro regiões, arrasou com mais de 55 mil hectares e deixou oito mortos

Piñera: "Por trás de muitos destes incêndios não está apenas o acaso e a natureza, está a mão perversa e criminosa de algumas pessoas" (Bertrand Langlois/AFP)

Piñera: "Por trás de muitos destes incêndios não está apenas o acaso e a natureza, está a mão perversa e criminosa de algumas pessoas" (Bertrand Langlois/AFP)

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Da Redação

Publicado em 6 de janeiro de 2012 às 18h48.

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Santiago do Chile - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse nesta sexta-feira que o governo 'tem evidência' de que alguns dos incêndios que afetaram o centro-sul do país são 'atentados' cometidos por uma 'mão perversa e criminosa'.

Até agora, a onda de incêndios que começou na semana passada afetou quatro regiões, arrasou com mais de 55 mil hectares e deixou oito mortos, sete deles ontem enquanto combatiam as chamas em La Araucanía, além de um desaparecido e dois feridos.

'O governo tem a informação e a evidência que nos faz presumir que por trás de muitos destes incêndios não está apenas o acaso e a natureza, está a mão perversa e criminosa de algumas pessoas', declarou Piñera durante um ato na cidade de Arica.

'Por isso, o governo pôs os antecedentes nas mãos da justiça' ao apresentar duas queixas', lembrou Piñera.

Uma delas invoca a Lei de Segurança do Estado no caso do incêndio de um ônibus público e de um moto da Polícia em Santiago na quarta-feira passada, durante uma manifestação de apoio aos mapuches, e outra, referida aos incêndios, se baseia na Lei Antiterrorista.

'Vamos combater com todo o rigor e todos os instrumentos da lei e do Estado de Direito os que forem ou acabem sendo responsáveis por estes incêndios, porque eles são um atentado que fere a alma de nosso país', disse o presidente.

Quanto a quem podem ser esses autores, o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, sugeriu que por trás desses incêndios pode estar a Coordenadora Arauco Malleco, uma organização radical mapuche que na semana passada reivindicou a queima de um helicóptero.

Os mapuches, principal etnia indígena do país, se concentram em La Araucanía, onde enfrentam desde os anos 90 empresas agrícolas e florestais por causa da propriedade de terras que consideram ancestrais. 

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