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Pelo menos 198 pessoas morreram em ataques no centro da Nigéria, diz governo local

Mais de 300 pessoas ficaram feridas. Região é assolada há vários anos por tensões religiosas e étnicas

Nigéria: região de Bokkos é assolada há vários anos por tensões religiosas e étnicas (KIM MASARA/AFPTV/AFP /Getty Images)
Agência o Globo

Agência de notícias

Publicado em 27 de dezembro de 2023 às 15h17.

Última atualização em 27 de dezembro de 2023 às 15h26.

Cerca de 198 pessoas foram mortas no centro da Nigéria em uma série de ataques a aldeias, informou o chefe do governo local em Bokkos, Monday Kassah, nesta quarta-feira. O número de mortos representa um aumento acentuado em relação à quantidade já atualizada e divulgada pelo Exército na segunda-feira à noite, que era de 113 vítimas. A região é assolada há vários anos por tensões religiosas e étnicas. Mais de 300 pessoas foram encontradas feridas, elas foram transferidas para hospitais em Bokkos, Jos e Barkin Ladi.

Na segunda-feira, Monday Kassah disse à AFP que os ataques eram coordenados por um grupo ilegal e militarizado que atua na região.

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"Gangues militares, localmente chamadas de 'bandidos', lançaram ataques bem coordenados em não menos de 20 comunidades diferentes. Encontramos mais de 300 pessoas feridas", disse Kassah.

Entenda o contexto

Os ataques, que começaram na área de Bokkos, se espalharam para a vizinha Barkin Ladi, onde 30 pessoas foram encontradas mortas, de acordo com o presidente local, Danjuma Dakil.

No domingo, o governador do estado, Caleb Mutfwang, condenou o ataque, chamando-o de "bárbaro, brutal e injustificado".

"Medidas proativas serão tomadas pelo governo para conter os ataques em curso contra civis inocentes", disse Gyang Bere, porta-voz do governador. Tiros ainda podiam ser ouvidos no final da tarde de domingo, segundo uma fonte da região.

No dia dos ataques, a Anistia Internacional usou o X (ex-Twitter) para criticar o governo e afirmar que "as autoridades nigerianas têm falhado em encerrar os frequentes ataques mortais a comunidades rurais no estado de Plateau". Veja:

(Com agência O Globo e AFP)

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