Mundo

Pela 27ª vez, Cuba pede à ONU fim dos embargos

Embargado desde a Guerra Fria, o país busca participar mais efetivamente do mercado mundial

PRESIDENTE CUBANO: esta será a 27º vez que o país pede o fim do embargo comercial imposto pelos Estados Unidos

PRESIDENTE CUBANO: esta será a 27º vez que o país pede o fim do embargo comercial imposto pelos Estados Unidos

DR

Da Redação

Publicado em 26 de setembro de 2018 às 06h19.

Última atualização em 26 de setembro de 2018 às 06h54.

Priorizar nos meus resultados Google

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, vai proferir seu primeiro discurso à ONU, e tentar colocar seu país de volta na comunidade internacional. Desde domingo, (23), Díaz-Canel realiza sua primeira viagem aos Estados Unidos, onde participa da Assembleia Geral da ONU. Nesta quarta, será sua vez de utilizar o encontro anual da Organização como palanque para anunciar os interesses de seu país.

O que está em jogo para Cuba, na verdade, diz respeito exatamente ao propósito da ONU: participar de uma ordem mundial, e realizar diálogos e acordos multilaterais. Embargada desde a Guerra Fria – quando a antiga União Soviética disputava influência política e militar com os Estados Unidos -, Cuba quer participar mais efetivamente do mercado mundial.

Esta será a 27º vez que o país pede o fim do embargo comercial imposto pelos Estados Unidos. A mais nova sanção foi realizada no ano passado, pelo presidente americano Donald Trump, que acusava Cuba de realizar uma série de ataques contra a saúde de seus diplomatas em Havana. O governo cubano disse que nenhum ataque aconteceu e que a gestão Trump está usando as acusações como pretexto para escalar sua postura hostil contra a ilha.

“Trazemos a voz de Cuba que, acima de tudo, vem denunciar a política anormal do bloqueio, uma política que já fracassou e continuará a fracassar. É o bloqueio mais longo da história da humanidade”, disse Díaz-Canel ao chegar, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores cubano.

Embora pouca mudança possa acontecer, o presidente cubano já começou a realizar parcerias paralelas às do evento oficial. Ontem, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, aceitou o convite do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, para visitar o país latino-americano. Esta será a primeira visita oficial a Cuba feita por um primeiro-ministro espanhol em mais de 30 anos.

O mais curioso é que enquanto Cuba tenta ativamente embarcar na globalização, o país que criou a ONU, os EUA, faz de tudo para ficar de fora. Ontem, Trump afirmou em discurso preferir o “patriotismo” ao “globalismo”. Canel, por sua vez, tenta tirar a ilha do isolamento.

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)ONUCubaExame Hoje

Mais de Mundo

Às vésperas das eleições no Brasil, Trump diz que ajudou a eleger políticos de direita na região

Por que a ApexBrasil abriu sua 1ª base na África em um país que cresce 9% ao ano

Fiocruz quer vender medicamentos à África pelo mesmo preço oferecido ao SUS

Seis meses de guerra no Irã: como conflito redesenha poder no Oriente Médio