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Parlamentares da Grécia são soltos antes de julgamento

Medida é revés inesperado aos esforços do governo de conter um partido descrito pelas autoridades como uma gangue criminosa neonazista

Nikos Michos saindo de corte: decisão de libertar os homens depois de uma maratona de 18 horas no tribunal levanta questões sobre a intensidade da pressão do Estado (Yorgos Karahalis/Reuters)

Nikos Michos saindo de corte: decisão de libertar os homens depois de uma maratona de 18 horas no tribunal levanta questões sobre a intensidade da pressão do Estado (Yorgos Karahalis/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 2 de outubro de 2013 às 10h39.

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Atenas - Três parlamentares do partido de extrema direita grego Aurora Dourada foram libertados, nesta quarta-feira, enquanto aguardam julgamento, num revés inesperado aos esforços do governo de conter um partido descrito pelas autoridades como uma gangue criminosa neonazista.

A decisão de libertar os homens depois de uma maratona de 18 horas no tribunal levanta questões sobre a intensidade da pressão do Estado contra o partido, cujo um simpatizante matou a facadas um rapper antifascismo no mês passado.

O porta-voz do partido, Ilias Kasidiaris, e os colegas parlamentares Ilias Panagiotaros e Nikos Michos deixaram o tribunal ao som de "bravo" dos simpatizantes. Eles empurraram os jornalistas antes de entrarem em um táxi.

"Não vamos recuar!", gritou Michos. "Vocês só podem nos parar com balas. Mesmo da cova, vamos nos levantar -- saibam disso!".

Um quarto parlamentar do Aurora Dourada, Yannis Lagos, continua detido. Todos os quatro alegaram inocência.

Kasidiaris foi libertado depois de pagar fiança de 50.000 euros (67.600 dólares). Ele, Michos e Ilias Panagiotaros não podem deixar a Grécia.

Os quatro parlamentares foram presos no sábado junto com o líder do partido, Nikolaos Mihaloliakos, que deve comparecer perante o juiz ainda nesta quarta-feira.

Eles foram acusados por uma evidência que liga o partido a uma série de ataques, inclusive contra o rapper Pavlos Fissas em 17 de setembro e a morte de um imigrante no início do ano. Não foi dada uma data para o julgamento.

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