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Organização quer identificar crianças filhas de padres no Quênia

A campanha encoraja as mulheres queniana, que afirmam ter tido descendentes com padres católicos, a submeter seus filhos a testes de paternidade

Quênia: Os relatórios serão entregues à Igreja Católica e ao Vaticano, afirmou o diretor (Baz Ratner/Reuters)

Quênia: Os relatórios serão entregues à Igreja Católica e ao Vaticano, afirmou o diretor (Baz Ratner/Reuters)

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EFE

27 de agosto de 2018, 12h35

Nairóbi - Uma organização católica internacional iniciou uma campanha no Quênia, junto a uma agência privada de DNA, para identificar as crianças supostamente filhas de sacerdotes neste país africano, informaram nesta segunda-feira veículos de imprensa locais.

A nova campanha encoraja as mulheres quenianas que afirmam ter tido descendentes com padres católicos a submeter seus filhos a testes de paternidade.

O custo deste serviço, fornecido pela companhia DNA Testing Services, será subsidiado pela organização religiosa, cujo nome não foi revelado.

Uma vez obtidos os resultados, em um prazo de 30 dias, a organização deve apresentar um relatório confidencial à Igreja Católica e ao Vaticano.

"Os relatórios serão confidenciais, mas se os entregaremos à Igreja Católica e ao Vaticano, depois eles decidirão o que fazer", afirmou o diretor da DNA Testing Services, Kinyanjui Murigi.

São vários os eclesiásticos acusados no país de romper com o voto de castidade, ter descendentes e abandonar os menores.