Mundo

ONU preocupada com execuções arbitrárias dos EUA

"Estas práticas de assassinatos", são "motivo de preocupação e podem criar precedentes perigosos", indicou o relator Christof Heyns

O governo americano também deve indicar quais medidas irá tomar para evitar tais práticas e lançar investigações públicas (AFP)

O governo americano também deve indicar quais medidas irá tomar para evitar tais práticas e lançar investigações públicas (AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de junho de 2012 às 14h04.

Priorizar nos meus resultados Google

Genebra - O relator especial da ONU para execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias em zonas de conflito, expressou nesta terça-feira sua "preocupação" com as execuções deliberadas cometidas pelos Estados Unidos, em um documento apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, reunido em Genebra.

"Estas práticas de assassinatos", são "motivo de preocupação e podem criar precedentes perigosos", indicou o relator Christof Heyns. Ele cita casos em Iraque, Afeganistão, Paquistão, Iêmen e Somália.

Também relatou casos de ataques noturnos realizados pelos militares dos Estados Unidos no Afeganistão, que visaram à captura de talibãs, mas que muitas vezes acabaram em execuções sumárias.

"Em fevereiro de 2011, um relatório revelou 600 mortes em três meses após estes tipos de ataques", afirmou Heyns.

Os mortos também são muitos durante os ataques aéreos e aqueles efetuados por drones. Foi assim que, em um ataque com mísseis a Abyan, sul do Iêmen, em dezembro de 2009, 41 pessoas foram mortas, incluindo 14 mulheres e 21 crianças. O uso de armas americanas na ação foi confirmado, mas o Departamento de Defesa não se pronunciou sobre o caso, acrescentou o relator.

"O governo dos Estados Unidos deve esclarecer os procedimentos seguidos para assegurar que todos os ataques direcionados estejam em conformidade com o direito internacional Humanitário e os direitos Humanos", ressaltou Heyns.

O governo americano também deve indicar quais medidas irá tomar para evitar tais práticas e lançar investigações públicas, após alegações de violações dos direitos Humanos

Acompanhe tudo sobre:Países ricosÁsiaEstados Unidos (EUA)IraquePaquistãoONUIêmenAfeganistão

Mais de Mundo

Trump diz que eleições no Brasil foram 'uma vergonha'

Catar rejeita acusações de interferência nas eleições legislativas de Israel

Eleições nos EUA: por que as votações acontecem em uma terça-feira de novembro?

Eleições em Israel: com blocos sem maioria, partidos árabes viram chave para novo governo