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ONU comemora decisão de Israel de reabrir passagem comercial com Gaza

Secretário-geral António Guterres ainda solicitou respostas aos problemas humanitários em Gaza e que seja feito o retorno da Autoridade Palestina à Faixa

Cidade de Gaza: secretário também expressou satisfação pela ampliação da zona de pesca autorizada aos palestinos (Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)

Cidade de Gaza: secretário também expressou satisfação pela ampliação da zona de pesca autorizada aos palestinos (Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)

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EFE

Publicado em 15 de agosto de 2018 às 19h35.

Nações Unidas - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, comemorou nesta quarta-feira a decisão de Israel de reabrir a passagem comercial com Gaza em Kerem Shalom, após mais de um mês de grandes restrições.

Guterres também expressou satisfação pela ampliação da zona de pesca autorizada aos palestinos, o que deve dar um respiro à indústria pesqueira da Faixa.

"O secretário-geral está esperançoso ao ver os envolvidos respondendo aos pedidos de evitarmos um impacto devastador de outro conflito na população civil de Gaza e os seus arredores", disse em comunicado o porta-voz Stéphane Dujarric.

Além disso, Guterres pediu que todas as partes colaborem com os esforços de seu enviado especial, Nickolay Mladenov, e do Egito para evitar uma nova escalada da tensão. Ele ainda solicitou respostas aos problemas humanitários em Gaza e que seja feito o retorno da Autoridade Palestina à Faixa, atualmente controlada pelo movimento Hamas.

As autoridades israelenses fecharam as importações para Gaza através de Kerem Shalom em 9 de julho e permitiam apenas a passagem de materiais humanitários. A decisão foi tomada em resposta ao lançamento de pipas incendiárias lançadas a partir de Gaza na direção do território israelense e que arrasaram dezenas de hectares.

O movimento de Israel foi criticado pela ONU, que denunciou que isso colocava em perigo à população da Faixa ao impedir, por exemplo, a entrada de combustível para os geradores que garantem o funcionamento de hospitais e outros serviços básicos diante dos contínuos cortes do fornecimento de energia.

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