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Obama promete ataques contínuos contra Estado Islâmico

Forças dos EUA já realizaram ataque aéreos visando militantes do Estado Islâmico e uma afiliada da Al Qaeda que Washington alegou estar planejando atentados

Míssil Tomahawk lançado de navio dos EUA no Mar Vermelho contra o Estado Islâmico (Marinha dos EUA/Carlos M. Vazquez/Divulgação via Reuters)
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Da Redação

Publicado em 23 de setembro de 2014 às 17h28.

Washington - O presidente dos Estados Unidos , Barack Obama, prometeu nesta terça-feira mais ataques aéreos contra os extremistas na Síria nesta terça-feira depois que forças dos EUA realizaram ataque aéreos visando militantes do Estado Islâmico e uma afiliada da Al Qaeda que Washington alegou estar planejando atentados em seu país e na Europa.

“Não iremos tolerar santuários para terroristas que ameaçam nosso povo”, afirmou Obama prestes a deixar a Casa Branca rumo a Nova York e à Organização das Nações Unidas (ONU), onde se reunirá com autoridades de nações árabes que se juntaram aos ataques ao Estado Islâmico.

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A Casa Branca declarou que forças norte-americanas fizeram ataques por sua conta visando o grupo Khorasan, ligado à Al Qaeda, para interromper os planos de ataques iminentes no Ocidente.

“Já há algum tempo estamos monitorando planos para realizar atentados nos Estados Unidos e na Europa”, afirmou Ben Rhodes, vice-assessor de segurança nacional de Obama, aos repórteres que viajavam com o presidente para a Assembleia Geral da ONU.

“Acreditamos que os ataques planejados eram iminente”, disse Rhodes, “e que eles tinham planos de conduzir ataques fora da Síria”.

Os ataques norte-americanos e árabes contra alvos dos militantes na Síria de segunda para terça-feira foram só o início do esforço da coalizão para enfraquecer o Estado Islâmico, grupo extremista que já matou milhares, decapitou pelo menos três jornalistas ocidentais e ocupou vastas áreas da Síria e do noroeste do Iraque.

“Posso lhes dizer que os ataques da noite passada foram só o começo”, afirmou o contra-almirante John Kirby, secretário de imprensa do Pentágono, aos repórteres. Ele disse que as incursões foram "muito bem-sucedidas" e que continuarão.

Outro porta-voz militar declarou que as nações árabes, entre elas Barein, Jordânia, Catar, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, participaram da segunda e da terceira onda de ataques.

O tenente-general William Mayville Jr. disse que as ações desses países árabes foram desde patrulhas aéreas de combate até o disparo contra alvos.

Mayville afirmou que os bombardeios atingiram campos de treinamento, quarteis-generais, veículos e outros locais sob controle do Estado Islâmico, e que foram o início de “uma campanha crível, persistente e sustentável para desagregar e por fim destruir” o grupo radical sunita.

Obama disse que irá se reunir com o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, e “amigos e aliados” dos Estados Unidos na ONU para continuar a angariar apoio para a coalizão contra o Estado Islâmico.

O embaixador da Síria na ONU, Bashar Ja'afari, declarou nesta terça-feira ter sido pessoalmente informado por sua colega norte-americana, Samantha Power, sobre os ataques iminentes dos EUA e dos países árabes contra alvos dos militantes em território sírio antes que ocorressem.

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