Nicolás Maduro: A nova denúncia amplia o escopo da acusação feita há quatro anos, que já incluía crimes de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e porte de armas de guerra (AFP/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 18h36.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será transferido neste sábado para o Metropolitan Detention Center (MDC), prisão federal localizada no Brooklyn, em Nova York. A informação é da emissora americana CNN, que cita fontes próximas à operação.
Segundo a rede, Maduro deve comparecer na próxima segunda-feira, 6, a uma audiência no tribunal do Distrito Sul de Nova York, em Manhattan, mesma jurisdição que formalizou as acusações contra ele em 2020. O caso agora retorna à pauta com a apresentação de uma nova denúncia — uma “acusação substitutiva”, no jargão judicial.
De acordo com o New York Times, o político venezuelano deve ser transferido do aeroporto Stewart International, a cerca de 115 quilômetros ao norte de Nova York, diretamente para o tribunal federal em Lower Manhattan. O jornal relata ainda que sua esposa, Cilia Flores, também deve se apresentar ao juiz responsável pelo caso, Alvin K. Hellerstein.
A nova denúncia amplia o escopo da acusação feita há quatro anos, que já incluía crimes de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e porte de armas de guerra. Agora, o documento reforça o vínculo de Maduro com o chamado "Cartel de los Soles", suposta rede de militares venezuelanos ligada ao tráfico internacional de drogas.
As informações disponíveis indicam que o transporte de Maduro será feito com segurança reforçada. A emissora NBC afirma que ele está em “um avião que partiu do Caribe” e será levado de helicóptero até a cidade, onde permanecerá sob custódia até a audiência.
A nova acusação, divulgada neste sábado, reafirma que o cartel pretendia usar a cocaína como arma contra os Estados Unidos, com apoio direto de membros do alto escalão venezuelano. O documento também menciona novos réus, incluindo a esposa e um dos filhos de Maduro.
A acusação original foi construída com base em investigações conduzidas pela DEA (Drug Enforcement Administration), agência antidrogas dos EUA. A inclusão de novos nomes e fatos à denúncia original indica uma tentativa da Promotoria de fortalecer o caso e ampliar as penas solicitadas — que podem resultar em décadas de prisão.
Ainda não se sabe se os acusados já possuem representação legal em território americano. Até o momento, o governo venezuelano não se pronunciou oficialmente sobre o caso.