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Maduro chama Rajoy de "racista" e gera crise entre os países

A Espanha, que havia pedido a liberdade dos opositores a Maduro, convocou o embaixador da Venezuela em Madri para manifestar seu repúdio à tal declaração


	Maduro sugeriu, ainda, que o Congresso espanhol "vá opinar sobre sua mãe, mas não opine sobre a Venezuela"
 (Miraflores Palace/Handout via Reuters)

Maduro sugeriu, ainda, que o Congresso espanhol "vá opinar sobre sua mãe, mas não opine sobre a Venezuela" (Miraflores Palace/Handout via Reuters)

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Da Redação

Publicado em 15 de abril de 2015 às 17h36.

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Madri - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, de "racista". A declaração foi feita na terça-feira, após o Parlamento da Espanha aprovar uma moção pela liberdade para Leopoldo López e outros opositores venezuelanos, gerando uma crise diplomática entre os dois países.

O governo espanhol convocou nesta quarta-feira o embaixador da Venezuela em Madri, para manifestar seu repúdio às críticas de Maduro. "O governo considera intoleráveis as últimas declarações, insultos e ameaças proferidas pelo presidente Maduro contra a Espanha", afirmou em comunicado o Ministério das Relações Exteriores da Espanha.

"As autoridades espanholas têm sido e sempre serão respeitosas com a dignidade das pessoas que ocupam cargos de governo na Venezuela", afirma a chancelaria espanhola em sua nota.

Já Maduro prometeu anunciar um conjunto de medidas diplomáticas "e de todo tipo" em resposta à suposta agressão da Espanha.

Maduro sugeriu ainda que o Congresso espanhol "vá opinar sobre sua mãe, mas não opine sobre a Venezuela", segundo o jornal "El País". Ele afirmou também que Rajoy "está por trás de todas as manobras contra a Venezuela".

Em outubro, Maduro convocou para consultas seu embaixador em Madri e anunciou uma revisão completa de suas relações com o país europeu.

Desde então, os políticos espanhóis têm enviado mensagens de apoio a López, Antonio Ledezma e outros opositores venezuelanos detidos. O ex-premiê Felipe González se uniu recentemente à equipe de advogados que defende López e Ledezma.

As relações entre Espanha e Venezuela têm passado por altos e baixos nos últimos 16 anos, mas em geral se mantiveram estáveis no plano econômico. 

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