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Maduro acusa EUA de preparar Terceira Guerra Mundial

Segundo presidente venezuelano, EUA pretendem intervir militarmente na Síria para desencadear uma nova guerra mundial


	Nicolás Maduro: "Estados Unidos estão se preparando para uma Terceira Guerra Mundial, assim denuncio desde essa terra de paz", disse na ilha Margarita
 (Juan Barreto/AFP)

Nicolás Maduro: "Estados Unidos estão se preparando para uma Terceira Guerra Mundial, assim denuncio desde essa terra de paz", disse na ilha Margarita (Juan Barreto/AFP)

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Da Redação

Publicado em 2 de setembro de 2013 às 20h49.

Caracas - Os Estados Unidos estão considerando intervir militarmente na Síria para desencadear uma guerra mundial que permita ao país se consolidar como potência global, disse nesta segunda-feira o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O Congresso norte-americano estuda uma proposta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para o uso de força militar na Síria, iniciativa criticada inclusive pelo papa Francisco, que propôs um jejum mundial em 7 de setembro para pedir a paz do convulsionado povo sírio.

"Os Estados Unidos estão se preparando para uma Terceira Guerra Mundial, assim denuncio desde essa terra de paz", disse Maduro na ilha Margarita, no norte do país caribenho.

"Nós não queremos guerra, queremos paz", reiterou ele, dizendo que uma intervenção militar envolveria Irã, Israel e os palestinos.

Maduro explicou que Washington aposta em um conflito armado com o objetivo de estimular a indústria bélica e conseguir, desta forma, pôr fim ao que chama de "crise do capitalismo".

"Produzindo mais armas recuperam a economia dos Estados Unidos, a tornam mais hegemônica no mundo, humilham a Europa com a recuperação econômica", afirmou.

"Além disso, militarmente enviam uma mensagem às potências emergentes de que são os 'cafetões' do mundo, de que os Estados Unidos são os policiais do mundo. Isso acabou", disse ele de forma enérgica.

Maduro anunciou que se somará ao jejum mundial pela paz na Síria convocado pelo papa. Na região, o presidente da Bolívia e aliado política de Maduro, Evo Morales, também prometeu participar da proposta do líder da Igreja Católica.

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