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Japão instala mísseis antes do lançamento norte-coreano

O objetivo é interceptar o satélite que a Coreia do Norte anunciou que deve lançar esse mês

O Japão e outros países, como Estados Unidos e Coreia do Sul, condenaram os planos de Pyongyang (Kim Jae-Hwan/AFP)

O Japão e outros países, como Estados Unidos e Coreia do Sul, condenaram os planos de Pyongyang (Kim Jae-Hwan/AFP)

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Da Redação

Publicado em 5 de abril de 2012 às 09h52.

Tóquio - O Japão terminou nesta quinta-feira de desdobrar mísseis terra-ar em quatro pontos da província de Okinawa (sul), a fim de eventualmente interceptar o satélite que a Coreia do Norte lançará neste mês.

As Forças de Autodefesa (Exército) concluíram a instalação de mísseis Patriot Advanced Capability-3 nas ilhas de Miyako e Ishigaki, que devem ser sobrevoadas pelo foguete, e em bases militares das localidades de Naha e Nanjo, na ilha principal de Okinawa, informou a cadeia pública "NHK".

O desdobramento acontece pelo fato de a Coreia do Norte ter anunciado que planeja lançar o satélite Kwangmyongsong 3 mediante um projétil de longo alcance entre os dias 12 e 16 de abril, e depois de o ministro da Defesa do Japão, Naoki Tanaka, ter ordenado às Forças Armadas que o destruíssem se ameaçar cair em solo japonês.

As Forças de Autodefesa já começaram a transferência de 800 soldados aos quatro pontos mencionados, enquanto um dos três destróieres dotados com o sistema antiaéreo Aegis que se situam em águas da zona já se encontra a caminho de Okinawa.

Além disso, está previsto que o Japão desdobre também nos próximos dias o mesmo sistema de mísseis terra-ar instalado no sul do país nas bases de Ichigaya, Narashino e Asaka, na região de Tóquio.

O Executivo japonês acredita que a possibilidade de fragmentos do foguete caírem sobre o arquipélago é pequena, mas mesmo assim decidiu manter-se em alerta nas datas previstas para o lançamento.

O Japão e outros países, como Estados Unidos e Coreia do Sul, condenaram os planos de Pyongyang por considerar que na realidade encobrem o teste de um míssil balístico, o que suporia a violação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. 

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