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Israel convoca duas divisões de reservistas para lutar em Gaza, um dia após ataque do Irã

Tel Aviv decidiu ampliar mobilização sobre enclave enquanto estuda como responder à agressão iraniana; em declaração separada, Exército afirmou que há reféns em Rafah, próximo alvo da incursão israelense

Agência o Globo
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Publicado em 14 de abril de 2024 às 16h57.

As Forças Armadas de Israel convocaram duas brigadas de reservistas, neste domingo, para servir na Faixa de Gaza. Pouco depois, em uma declaração separada, o porta-voz do Exército, o contra-almirante Daniel Hagari, afirmou que o Hamas mantém reféns sequestrados durante o ataque a Israel em 7 de outubro em Rafah, cidade no sul do enclave palestino e próximo alvo da incursão israelense.

 Os anúncios ocorreram um dia depois do ataque do Irã contra o Estado judeu, em um momento em que o Gabinete de Guerra israelense e autoridades militares discutem as formas de responder a ação iraniana sem provocar uma escalada que leve a uma guerra aberta.

Os soldados reservistas desempenharam um papel fundamental nas operações militares em Gaza no início da guerra, quando mais de 300 mil pessoas foram convocadas. Desde o final de fevereiro, muitos reservistas foram libertados de volta às suas vidas normais, enquanto os soldados profissionais assumiam as principais frentes de combate.

Pouco depois do anúncio da convocação dos reservistas, o contra-almirante Daniel Hagari, em uma entrevista coletiva, garantiu que o Hamas mantém reféns em Rafah, apontado pelas autoridades israelenses como "último bastião" do grupo. Oficialmente, Israel afirma que há ainda 136 cativos no enclave, os quais 34 estão mortos. No último acordo entre as partes, em novembro, 110 foram libertados.

"Também temos reféns em Rafah e faremos o que estiver a nosso alcance para trazê-los de volta", declarou.

A operação contra a cidade, que abriga 1,4 milhão de palestinos, a maioria deslocados do norte e do centro de Gaza pelo conflito, tem sido criticada pela comunidade internacional. Até mesmo os EUA, principal aliado de Israel, têm feito críticas contundentes à potencial incursão, que pode agravar ainda mais ainda a crise humanitária e elevar o número — já assimétrico — de mortos entre civis.

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