Integrante da Força Aérea americana ateia fogo ao corpo diante da embaixada de Israel

A imprensa local informou que ele protestava contra a guerra em Gaza

Os bombeiros informaram que o homem foi levado para o hospital com "ferimentos graves e potencialmente fatais"
Os bombeiros informaram que o homem foi levado para o hospital com "ferimentos graves e potencialmente fatais"
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Agência de notícias

Publicado em 26 de fevereiro de 2024 às 07h53.

Um membro da Força Aérea dos Estados Unidos ateou fogo ao corpo diante da embaixada de Israel em Washington no domingo, 25, afirmaram as autoridades. A imprensa local informou que ele protestava contra a guerra em Gaza.

As equipes de emergência chegaram ao local pouco antes das 13H00 (15H00 de Brasília), em resposta a uma ligação sobre "pessoa em diante da embaixada de Israel", informou uma mensagem na rede social X do corpo de bombeiros da capital americana.

Quando chegaram, os bombeiros viram que o incêndio já havia sido apagado pelos agentes do Serviço Secreto, a agência da lei responsável por proteger as autoridades políticas do país, os chefes de Estado visitantes e outras autoridades.

Os bombeiros informaram que o homem foi levado para o hospital com "ferimentos graves e potencialmente fatais".

Um porta-voz da Força Aérea confirmou à AFP que o homem é um integrante da ativa da instituição, mas não revelou mais detalhes.

Uma fonte da embaixada israelense afirmou que nenhum funcionário ficou ferido no incidente e que o homem era "desconhecido" para eles.

A imprensa local informou que o homem, que estava de uniforme, aparentemente transmitia o 'protesto' ao vivo na Twitch e teria declarado que "não será cúmplice de genocídio", antes de jogar um líquido no corpo.

Em seguida, ele ateou fogo ao corpo, enquanto gritava "Palestina Livre!", antes de cair no chão.

A AFP não conseguiu verificar a autenticidade de um vídeo. O jornal The New York Times informou que a gravação foi retirada da Twitch.

Qual o motivo do ateamento de fogo?

O ato chocante aconteceu no momento em que os protestos aumento nos Estados Unidos contra as ações de Israel em Gaza, onde o país trava uma guerra de represália após o ataque sem precedentes executado em seu território pelo grupo islamista palestino Hamas em 7 de outubro.

No dia, os milicianos mataram 1.160 pessoas, a maioria civis, e sequestram 250, segundo um balanço da AFP baseado em dados divulgados pelas autoridades israelense.

O número de mortos em Gaza pela resposta de Israel se aproxima de 30.000, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, território governado pelo Hamas, o que aumenta a pressão internacional sobre o governo dos Estados Unidos para controlar Israel, seu aliado, e obter um cessar-fogo.

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