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Indonésia apoia projeto de Brasil e Alemanha para espionagem

A Indonésia anunciou que se somará ao Brasil e à Alemanha para "copatrocinar" o projeto de resolução da ONU, em resposta à espionagem dos EUA

Ministro indonésio das Relações Exteriores, Marty Natalegawa (e), com o secretário de Estado americano, John Kerry: "Indonésia se une à Alemanha e ao Brasil", disse (Emmanuel Dunand/AFP)

Ministro indonésio das Relações Exteriores, Marty Natalegawa (e), com o secretário de Estado americano, John Kerry: "Indonésia se une à Alemanha e ao Brasil", disse (Emmanuel Dunand/AFP)

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Da Redação

Publicado em 4 de novembro de 2013 às 09h23.

Jacarta - A Indonésia anunciou nesta segunda-feira que se somará ao Brasil e à Alemanha para "copatrocinar" o projeto de resolução da ONU, em resposta à espionagem internacional dos Estados Unidos.

"A Indonésia se une à Alemanha e ao Brasil para copatrocinar a resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas", declarou o ministro das Relações Exteriores indonésio, Marty Natalegawa.

"Já basta", acrescentou.

Na sexta-feira, Brasil e Alemanha apresentaram um projeto de declaração conjunta sobre o direito à privacidade na era digital ante a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.

O projeto de declaração não menciona os Estados Unidos, mas pede "medidas para pôr fim às violações" do direito à privacidade, "incluindo o contexto da comunicação digital", e que novas atividades desse tipo sejam "evitadas", obrigando os países a cumprir suas obrigações no âmbito da legislação internacional de direitos humanos.

Além disso, pede que sejam criados "mecanismos nacionais independentes de supervisão capazes de garantir a transparência do Estado e sua responsabilidade nas atividades relacionadas à vigilância das comunicações, a sua interceptação e à coleta de dados pessoais".

Tanto Brasília quanto Berlim expressaram seu profundo mal-estar pela espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA) americana, da qual foram alvos tanto a presidente Dilma Rousseff, seu governo e a Petrobras, assim como a chanceler alemã Angela Merkel, cujo celular teria sido grampeado.

Estas revelações levaram Dilma a adiar uma visita de Estado a Washington que estava prevista para outubro.

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