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Governo de Portugal quer evitar intervenção financeira da UE

Presidente do país defendeu medidas do governo e pediu paciência sobre possível pedido de ajuda para a UE e o FMI

Anibal Cavaco Silva, presidente português e favorito a reeleição (Alfredo Rocha/Getty Images)

Anibal Cavaco Silva, presidente português e favorito a reeleição (Alfredo Rocha/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 10 de janeiro de 2011 às 15h52.

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Lisboa - O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, disse nesta segunda-feira que o Governo faz o máximo possível para evitar a intervenção do Fundo de Estabilização Europeu, vinculado à União Europeia (UE), no país e pediu que não se complique "a vida" do Executivo de Lisboa.

Em declarações aos jornalistas ao término de um comício, Cavaco, favorito de todas as pesquisas para a reeleição nas eleições presidenciais do próximo dia 23, avisou que "não se deve especular" sobre um eventual pedido de ajuda.

Na semana passada, os mercados aumentaram a pressão sobre as dúvidas que continuam sendo geradas pelo estado das finanças públicas portuguesas, que dispararam as especulações sobre um eventual resgate financeiro internacional da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Lisboa.

Mas o candidato apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD) defendeu esperar os resultados dos esforços do Governo "para que o Fundo de Estabilização Europeu não entre em Portugal".

Por sua vez, o principal rival do atual chefe de Estado para as eleições, Manuel Alegre, alertou que a ação dos especuladores pode obrigar Portugal a seguir o caminho de Grécia e Irlanda na lista de países que já tiveram de solicitar resgates financeiros.

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