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O candidato Fernando Villavicencio, 59, foi assassinado em Quito na tarde de quarta-feira (9). Ele disputaria a Presidência do Equador nas eleições marcadas para o dia 20 de agosto.

A facção criminosa Los Lobos, que disputa o poder em prisões, assumiu ter realizado a ação. As autoridades não ainda não apontaram quem foram os autores.

Villavicencio foi atacado perto das 18h na hora local, ao sair de um comício na zona norte da cidade, realizado em um centro esportivo. Ele deixou o local do evento a pé e saudou apoiadores antes de embarcar em um carro. Quando entrou, levou ao menos três tiros na cabeça. Ele foi levado a um hospital, mas não resistiu.

Segundo relatos de testemunhas à imprensa equatoriana, houve mais de 30 disparos, feitos por homens armados que teriam chegado de moto.

As pessoas no local se jogaram no chão para tentar se proteger, enquanto outros tentaram fugir. Agentes de segurança atiraram contra os criminosos e houve confronto. O ataque deixou ao menos nove pessoas feridas, incluindo uma candidata a deputada e dois policiais.

Segundo a Procuradoria Geral do Equador, ao menos seis suspeitos de participar do ataque foram presos. Um deles morreu após ser detido. As autoridades do Equador ainda não apontaram nomes das pessoas ou grupos envolvidos na morte. A policia investiga o caso.

Los Lobos reivindica ataque

Em redes sociais, um grupo chamado Los Lobos divulgou um comunicado reivindicando a autoria do ataque.

"Assuminos a responsabilidade pelo ocorrido na tarde de hoje, e voltará a se repetir quando politicos corruptos não cumpram sua palavra", disse um porta-voz do grupo, que aparece com a face coberta. Ele deu a entender que os criminosos teriam dado dinheiro ao candidato.

"Queremos deixar bem claro a toda nação equatoriana que cada vez que os políticos corruptos não cumprirem com as promessas que estabelecemos quando recebem nosso dinheiro —que são milhões de dólares—, para financiar suas campanhas, serão executados", prosseguiu.

A facção Los Lobos é a segunda maior do Equador, com mais de 8.000 filiados, muitos deles presos, de acordo com o site InSight Crime. Eles são uma dissidência do grupo Los Choneros, que era o principal do país e vive um processo de brigas internas e fragmentação.

Nos últimos anos, houve confrontos sangrentos entre membros dos Lobos e dos Choneros, que competem pelo controle de prisões e pelo tráfico de drogas.

O presidente do país, Guillermo Lasso, atribuiu o ataque a membros do crime organizado e advertiu que os responsáveis receberão "todo o peso da lei". "Este é um crime político que tem um caráter terrorista e não duvidamos que o assassinato seja uma tentativa de sabotar o processo eleitoral", afirmou.

O presidente disse ainda que o país está em uma guerra contra o narcotráfico, o que quase dobrou a taxa de homicídios para 25 por 100.000 habitantes em 2022. Além disso, o Equador registrou vários massacres em penitenciárias que provocaram as mortes de mais 43 detentos desde 2021.

Durante a campanha, candidatos vem prometendo reforçar o combate ao crime. “Não tenho medo dos comandantes do narcotráfico”, disse Villavicencio, dias antes de ser morto em entrevista coletiva de imprensa.

Entre uma de suas principais promessas de campanha estava construir uma prisão de segurança máxima para combater o crime.

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