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Remy Sharp
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O candidato Fernando Villavicencio, assassinado a tiros nesta quarta (9) no Equador, ficou conhecido no país por investigar casos de corrupção envolvendo o ex-presidente Rafael Correa.

Villavicencio nasceu em 1963, em um povoado no Equador. Teve uma infância pobre, e aos 13 anos, se mudou para Quito. Na adolescência, trabalhava durante o dia como garçom e estudava de noite. Aos 17, já era locutor em uma rádio.

Durante a carreira, alternou jornalismo e política. Começou em 1996 na Petroecuador, no setor de comunicação, e depois virou sindicalista. Demitido em 1999, foi trabalhar como jornalista no El Universo, um dos maiores diários do Equador, e na revista Vanguardia, e ficou conhecido por publicar denúncias sobre corrupção.

O jornalista se tornaria um dos grandes opositores de Rafael Correa, que governou o Equador de 2007 a 2017. Villavicencio foi também assessor do deputado Cléver Jimenez, e os dois apresentaram diversas denúncias contra o presidente.

Em 2014, Villavicencio foi condenado à prisão por injúria contra Correa, após ter denunciado crimes em uma ação imlitar em um hospital. Ele fugiu e se escondeu em uma tribo indígena na Amazônia, e depois se refugiu no Peru. Ele só voltou ao Equador em 2017, após o fim do mandato de Correa.

Ao retornar, voltou para a política. Em 2020, foi eleito deputado da Assembleia Nacional. No cargo, seguiu investigando e revelou o caso Petrochina, um suposto esquema para vender petróleo à China por valores abaixo de mercado durante o governo Correa.

Quem é o atual presidente do Equador?

Em maio deste ano, o presidente Guillermo Lasso foi alvo de um processo de impeachment. Para escapar, ele acionou uma medida chamada de "morte cruzada", que dissolveu a Assembleia Nacional e antecipou as eleições presidenciais. O vencedor, no entanto, governará apenas até 2025, para terminar o mandato de Lasso.

Villavicencio se candidatou à presidente nesta eleição extraordinária. Pesquisas o colocavam como quarto ou quinto colocado. Seu lema de campanha era "é tempo de valentes". Ele prometia combater as máfias e o narcotráfico, e havia sofrido ameaças de morte nas últimas semanas. A polícia protegia seus atos de campanha.

O candidato foi assassinado na quarta (9), após um comício. A facção criminosa Los Lobos reivindica a autoria da morte e deu a entender que teria dado dinheiro a ele.

A eleição antecipada foi mantida para o dia 20 de agosto, e o Equador entrou em estado de exceção. Com isso, as Forças Armadas serão usadas para patrulhar as ruas, junto com a polícia, entre outras medidas.

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