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EUA querem "solução pacífica" para crise na Venezuela, diz Pence

Pence disse que os EUA continuarão empregando seu "poder político e econômico" contra a Venezuela até que a democracia seja restabelecida no país

Trump e Pence: "a Venezuela está a caminho da ditadura e como disse o presidente Trump, os EUA não vão ficar quietos", afirmou o vice-presidente (Jonathan Ernst/Reuters)

Trump e Pence: "a Venezuela está a caminho da ditadura e como disse o presidente Trump, os EUA não vão ficar quietos", afirmou o vice-presidente (Jonathan Ernst/Reuters)

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AFP

Publicado em 14 de agosto de 2017 às 07h52.

Os Estados Unidos esperam encontrar uma "solução pacífica" e concertada com seus aliados na América Latina para a crise na Venezuela, afirmou neste domingo o vice-presidente Mike Pence após reunir-se com o mandatário colombiano, Juan Manuel Santos.

"O presidente (Donald Trump) tem confiança que, ao trabalhar com nossos aliados na América Latina, vamos poder conseguir uma solução pacífica para a crise enfrentada pelo povo venezuelano", disse Pence através de um intérprete, na cidade de Cartagena, onde chegou neste domingo.

Segundo o vice-presidente, Washington continuará empregando seu "poder político e econômico" contra o governo de Maduro até que a democracia na Venezuela seja restabelecida.

"A Venezuela está a caminho da ditadura e como disse o presidente Trump, os Estados Unidos não vão ficar quietos. Vamos continuar trabalhando com as nações do hemisfério até que se restaure a democracia para o povo venezuelano", enfatizou.

Pence acrescentou que sua viagem a Colômbia, Argentina, Chile e Panamá busca precisamente reunir esforços para "conseguir a restauração da democracia da Venezuela por meios pacíficos".

Durante a reunião, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu a Pence, que desconsidere uma eventual "intervenção militar" na Venezuela, após a advertência lançada nesse sentido pelo presidente Donald Trump.

"Expressei ao vice-presidente Pence que a possibilidade de uma intervenção militar não deve ser contemplada. Nem a Colômbia nem a América Latina -do sul do Rio Grande até a Patagônia, poderiam estar de acordo", disse Santos em uma declaração à imprensa com o líder americano.

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