Repórter
Publicado em 26 de junho de 2026 às 17h51.
Última atualização em 26 de junho de 2026 às 18h03.
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira, 26, ataques contra o Irã, em resposta ao que o presidente Donald Trump classificou como uma violação do cessar-fogo por parte de Teerã, mediante o lançamento de ataques com drones contra navios no Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos EUA informou que suas aeronaves “atingiram locais de armazenamento de mísseis e drones, bem como instalações de radar costeiro do Irã”.
O Comando Central afirmou que, na quinta-feira, o Irã atingiu o navio de carga Ever Lovely — de bandeira de Singapura — no estreito ao largo da costa de Omã, utilizando um drone de ataque unidirecional.
“A agressão injustificada das forças iranianas contra a navegação comercial violou claramente o cessar-fogo”, declarou o Comando Central.
Donald Trump acusou nesta sexta-feira, 26, o Irã de violar um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos ao lançar drones de ataque contra embarcações que transitavam pelo Estreito de Ormuz, incluindo uma embarcação de carga atingida ao largo da costa de Omã na quinta-feira.
O episódio envolve operações no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte marítimo internacional, em meio a tensões diplomáticas entre Washington e Teerã.
"A República Islâmica do Irã disparou pelo menos quatro drones de ataque unidirecional contra navios que transitavam pelo Estreito de Ormuz", escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth Social.
"Um dos drones atingiu em cheio o convés superior de um grande e caríssimo navio de carga", escreveu o presidente. "Houve danos, mas o navio conseguiu seguir viagem. Derrubamos outros três drones. Obviamente, trata-se de uma violação insensata do nosso acordo de cessar-fogo."
A manifestação de Trump ocorreu logo após a Organização Marítima Internacional, agência vinculada às Nações Unidas, suspender de forma temporária os esforços de evacuação de navios e tripulantes retidos na região do estreito.
Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional, afirmou que o plano de evacuação foi interrompido para revisão das condições de segurança. Segundo ele, a medida busca "reconfirmar que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor para os navios em nossa lista de evacuação e para todos os que se encontram na região".