Mundo

Escassez de comida causa 7 mortes na periferia de Damasco

Maior número de vítimas foi registrado no campo de refugiados palestinos de Al Yarmouk, ao sul da capital síria

Moradores recebem ajuda humanitária da ONU no campo de refugiados de al-Yarmouk, ao sul de Damasco, na Síria (SANA/Divulgação via Reuters)

Moradores recebem ajuda humanitária da ONU no campo de refugiados de al-Yarmouk, ao sul de Damasco, na Síria (SANA/Divulgação via Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de fevereiro de 2014 às 16h07.

Beirute - Pelo menos sete pessoas, entre elas duas menores de idade, morreram entre ontem e hoje em diferentes pontos da periferia da capital síria pela escassez de comida e remédios, informou nesta terça-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O maior número de vítimas foi registrado no campo de refugiados palestinos de Al Yarmouk, ao sul da capital, onde dois idosos e um menor faleceram ontem pela falta de alimentos e remédios.

Ontem, a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) confirmou que estava há dez dias consecutivos sem poder distribuir comida dentro de Al Yarmouk, assediado desde julho do ano passado pelo regime sírio, que conta com combatentes palestinos como aliados.

Na última semana, milicianos opositores jihadistas e várias facções palestinas alcançaram um acordo para pôr fim aos confrontos, embora estes tenham persistido.

Por outro lado, um menor, um homem e duas mulheres morreram no distrito de Guta Oriental, palco de intensos confrontos entre as tropas do regime e os rebeldes.

Segundo dados divulgados recentemente pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), um milhão de civis vivem em condições de 'dificuldade extrema' em zonas assediadas em todo o território sírio, embora a ONU tenha rebaixado esse número para 250 mil. EFE

Acompanhe tudo sobre:GuerrasSíriaFome

Mais de Mundo

Eleição em Portugal: como o resultado afetará os imigrantes brasileiros?

O que a supermaioria de Sanae Takaichi no Japão significa para o mundo

Pop Mart leva Labubu ao Festival das Lanternas de Xangai no Ano Novo Chinês de 2026

China define metas para tornar Xangai um centro global de combustíveis verdes até 2030