Egito anuncia amanhã novo governo e amplia poderes do primeiro-ministro
Kamal al Ganzuri afirmou que este será 'um governo de salvação da revolução' e pediu o apoio de todas as correntes
Da Redação
Publicado em 6 de dezembro de 2011 às 18h25.
Cairo - O primeiro-ministro designado, Kamal al Ganzuri, disse que amanhã será anunciado o novo executivo egípcio e a Junta Militar promulgará um decreto que amplia as prerrogativas do chefe de governo.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira, Ganzuri explicou que esse decreto introduzirá uma emenda ao anúncio constitucional de março deste ano, que modificava o mandato do chefe de Estado e os requisitos para ser candidato presidencial.
Em relação à formação do novo executivo após suas últimas consultas, o primeiro-ministro afirmou que este será 'um governo de salvação da revolução' e pediu o apoio de todas as correntes.
'O futuro governo não poderá fazer o que o povo deseja sem a colaboração de todos', ressaltou Ganzuri, cuja nomeação no dia 25 de novembro foi rejeitada por alguns grupos políticos e pelos ativistas que protestam contra a Junta Militar na praça Tahrir.
Ganzuri, que foi primeiro-ministro durante o mandato do deposto presidente Hosni Mubarak, frisou que 'a situação à qual o país chegou não satisfaz ninguém', por isso o objetivo é 'formar um governo que satisfaça todos' e que restaure a segurança e melhore a situação econômica.
Depois de se reunir com vários candidatos a fazer parte de seu gabinete, entre eles 12 ministros do governo anterior, vazaram os nomes de possíveis membros, como Mohammed Amro e Adel Abdelhamid, que seguiriam em Exteriores e Justiça, respectivamente, enquanto o general Ahmed Anis ocuparia a pasta de Informação, e Mumtaz al Said a de Finanças.
Uma nomeação que será mantida em segredo até o juramento do governo é o do ministro do Interior, cargo polêmico tanto antes como depois da revolução por sua violenta atuação contra os civis.
O anúncio será feito após a conclusão da primeira fase das eleições legislativas egípcias, as primeiras desde a renúncia de Mubarak, em fevereiro deste ano.
Cairo - O primeiro-ministro designado, Kamal al Ganzuri, disse que amanhã será anunciado o novo executivo egípcio e a Junta Militar promulgará um decreto que amplia as prerrogativas do chefe de governo.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira, Ganzuri explicou que esse decreto introduzirá uma emenda ao anúncio constitucional de março deste ano, que modificava o mandato do chefe de Estado e os requisitos para ser candidato presidencial.
Em relação à formação do novo executivo após suas últimas consultas, o primeiro-ministro afirmou que este será 'um governo de salvação da revolução' e pediu o apoio de todas as correntes.
'O futuro governo não poderá fazer o que o povo deseja sem a colaboração de todos', ressaltou Ganzuri, cuja nomeação no dia 25 de novembro foi rejeitada por alguns grupos políticos e pelos ativistas que protestam contra a Junta Militar na praça Tahrir.
Ganzuri, que foi primeiro-ministro durante o mandato do deposto presidente Hosni Mubarak, frisou que 'a situação à qual o país chegou não satisfaz ninguém', por isso o objetivo é 'formar um governo que satisfaça todos' e que restaure a segurança e melhore a situação econômica.
Depois de se reunir com vários candidatos a fazer parte de seu gabinete, entre eles 12 ministros do governo anterior, vazaram os nomes de possíveis membros, como Mohammed Amro e Adel Abdelhamid, que seguiriam em Exteriores e Justiça, respectivamente, enquanto o general Ahmed Anis ocuparia a pasta de Informação, e Mumtaz al Said a de Finanças.
Uma nomeação que será mantida em segredo até o juramento do governo é o do ministro do Interior, cargo polêmico tanto antes como depois da revolução por sua violenta atuação contra os civis.
O anúncio será feito após a conclusão da primeira fase das eleições legislativas egípcias, as primeiras desde a renúncia de Mubarak, em fevereiro deste ano.