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Economia da África do Sul preocupa, mas Copa deve ajudar país

Empresários sul-africanos estão preocupados com o caminho da política econômica e o impacto do aumento nos pagamentos acima da inflação

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 3 de junho de 2010 às 16h36.

Johanesburgo - Os empresários sul-africanos estão mais e mais preocupados com o caminho da política econômica e o impacto do aumento nos pagamentos acima da inflação, mas a iminente Copa do Mundo ainda é vista como capaz de oferecer um alento de curto prazo à economia.

O ministro das Finanças, Pravin Gordhan, foi citado por ter dito que a situação fiscal do país está melhor do que a de seus parceiros comerciais.

A Câmara do Comércio e da Indústria da África do Sul (SACCI) disse que seu índice de confiança (BC) cai de 84,2 para 82 pontos em maio, quando o comércio demonstrou temores de que greves recentes, ameaças de distúrbios laborais e a incerteza na economia mundial possam minar as perspectivas de crescimento.

A federação de trabalhadores COSATU, poderosa aliada do partido governista Congresso Nacional Africano, disse que pode fazer uma greve durante a Copa do Mundo por causa do aumento expressivo do preço da energia se as autoridades não diminuírem as tarifas.

Enquanto o mundial oferece um reforço, "não obstante é essencial que todos os agentes econômicos se deem conta da natureza crítica das contribuições positivas e do comportamento responsável no atual ambiente econômico de fragilidade," disse a entidade.

PESQUISA REUTERS MOSTRA MELHORIAS DURANTE A COPA

As expectativas de melhoras durante a Copa do Mundo, entretanto, ajudaram a reerguer a confiança a um pico anual no último boletim Reuters Econometer divulgado nesta quinta-feira, com o índice de seis indicadores medidos subindo de 244,04 em abril para 254,28 em maio.

O consenso de 24 economistas consultados entre 24 de maio e 1 de junho foi de que o PIB da África do Sul deve crescer em média 3,13 por cento em 2010, subindo para 3,55 e 3, 84 por cento nos dois anos seguintes respectivamente.

No mês passado, Gordhan disse à Reuters Insider que o crescimento econômico deve ser maior do que a previsão do Tesouro de 2,3 por cento de expansão em 2010, em que o mundial contribuirá diretamente com 0,6 ponto percentual.

O déficit orçamentário na maior economia da África ficou em 6,7 por cento no ano fiscal de 2009-10 encerrado em 31 de março, muito abaixo dos 7,3 por cento previsto pelo governo, que planeja reduzir a cifra para cerca de 4,1 por cento do PIB em 2012/13.

Mas Gordhan disse ao jornal Financial Mail que embora o país tenha "feito bem" em encurtar sua recessão, a criação de empregos ainda se arrasta.

"Como o resto do mundo, temos uma carência séria de empregos, e vai levar tempo para reabsorver as pessoas de volta à economia," disse ele.

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