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Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir Ucrânia

A reunião foi convocada para as 15h30 locais (17h30 de Brasília) a pedido da Rússia, segundo fontes diplomáticas

Conselho de Segurança da ONU discute situação na Ucrânia: em quatro dias, essa é terceira reunião de urgência do Conselho sobre o tema (AFP)

Conselho de Segurança da ONU discute situação na Ucrânia: em quatro dias, essa é terceira reunião de urgência do Conselho sobre o tema (AFP)

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Da Redação

Publicado em 3 de março de 2014 às 17h24.

O Conselho de Segurança da ONU volta a se reunir na tarde desta segunda-feira em Nova York para discutir a crise na Ucrânia e na Crimeia, anunciou o presidente luxemburguês do Conselho.

A reunião foi convocada para as 15h30 locais (17h30 de Brasília) a pedido da Rússia, segundo fontes diplomáticas.

Em quatro dias, essa é terceira reunião de urgência do Conselho sobre o tema.

No sábado, uma reunião dos embaixadores dos 15 países-membros do Conselho terminou com uma grande divergência entre os países ocidentais e a Rússia. Washington e Londres continuam pedindo a Moscou que retire seus esforços militares da Crimeia.

A reunião de sábado também mostrou as diferenças sobre o procedimento, já que a Rússia rejeita as consultas para tornar públicas as sessões e se opõe à presença do representante ucraniano na ONU.

Segundo fontes diplomáticas do Conselho, a Rússia se "viu surpreendida no sábado e quer dar sua visão dos fatos, sobretudo, à medida que os fatos degeneram no terreno".

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, denunciou nesta segunda, em Genebra, as ameaças de "sanções" e de "boicote", após as ações da Rússia na Ucrânia, já que os países ocidentais tentam privar Moscou de seu lugar no G-8. Lavrov acusou o novo governo ucraniano de querer atacar as minorias e defendeu a criação de grupos de autodefesa para "proteger as populações" russas e russófonas.

Segundo os guardas da fronteira ucraniana, os militares russos continuam chegando em massa à Crimeia, violando, desse modo, acordos internacionais.

No último sábado, o Parlamento russo deu sinal verde às Forças Armadas do país para intervir na Ucrânia.

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