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Farc: a Colômbia vai às urnas

Depois de quatro anos de negociações e reuniões, os colombianos vão às urnas no domingo para votar em referendo o tratado de paz firmado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O conflito durou 52 anos, o mais longo da América Latina, e deixou mais de 220.000 mortos no país. Mais de 33 milhões de […]

GUERRILHEIRO DAS FARC: o “sim” pelo acordo de paz deve receber 55% dos votos no domingo / Photo by Mario Tama/Getty Images

GUERRILHEIRO DAS FARC: o “sim” pelo acordo de paz deve receber 55% dos votos no domingo / Photo by Mario Tama/Getty Images

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Da Redação

Publicado em 29 de setembro de 2016 às 19h54.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h23.

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Depois de quatro anos de negociações e reuniões, os colombianos vão às urnas no domingo para votar em referendo o tratado de paz firmado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O conflito durou 52 anos, o mais longo da América Latina, e deixou mais de 220.000 mortos no país.

Mais de 33 milhões de colombianos vão às urnas responder à pergunta: “Você apoia o acordo final para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?”. O “sim”, pela ratificação do acordo, deve ganhar o pleito — as últimas pesquisas apontam nessa direção, com 55% dos votos pelo “sim”, ante 36,6% pelo “não”.

Começaria, assim, um inédito processo de transformar um grupo de 7.000 guerrilheiros acostumados a se esconder na selva em integrantes de um partido político. O acordo firmado entre os guerrilheiros, no dia 22, contém trechos que deixam clara a criação de um “programa mínimo” que “recorra às aspirações sociais consideradas mais necessárias”. A criação do partido, por meio de um congresso fundador, deve ser levada a cabo no mais tardar até maio de 2017, para disputar as eleições legislativas e presidenciais de 2018. O nome ainda não foi escolhido.

Pelo acordo, mesmo que não consiga os votos diretos, a guerrilha terá direito a cinco cadeiras no Senado, e cinco na Câmara até as eleições de 2022.

Vão-se as armas, mas os ex-guerrilheiros enfrentarão dura resistência. Na quarta-feira, o site da comissão eleitoral foi alvo de ataque, num sinal de que há muita gente insatisfeita no país. O ex-presidente Álvaro Uribe é a principal voz de oposição ao acordo e já avisou que manterá posição dura ao longo dos próximos anos, que considera ilegítimo. O presidente Juan Manuel Santos diz que o adversário político age por ódio e inveja. A guerra terminou, a divisão continua.

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