Colômbia não quer Brasil em libertação das Farc

O ministro do Interior colombiano explicou que é "desnecessária" a participação brasileira na operação que deve libertar seis policiais e militares
Por outro lado, a organização Colombianos e Colombianas pela Paz  disse que irá enviar mensagens ao governo para pedir que não seja descartada a participação do Brasil (Getty Images)
Por outro lado, a organização Colombianos e Colombianas pela Paz disse que irá enviar mensagens ao governo para pedir que não seja descartada a participação do Brasil (Getty Images)
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Da RedaçãoPublicado em 27/01/2012 às 11:43.

Bogotá - O ministro do Interior colombiano, Germán Vargas Lleras, considerou nesta quinta-feira 'desnecessária' a intervenção de um país mediador, que seria o Brasil, na prometida libertação de seis policiais e militares em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

'Não acreditamos que isso seja necessário neste momento. O Ministério da Defesa previu toda a logística pertinente para que essas libertações ocorram sem maior atraso', assinalou Vargas.

O ministro explicou, no entanto, que não há oposição do Governo à participação do Brasil, uma vez que, se 'fosse necessária por alguma circunstância particular de logística, não haveria nenhum inconveniente'.

Por outro lado, Carlos Lozano, membro da organização Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), disse à rádio 'RCN' que irá enviar mensagens ao Governo da Colômbia e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para pedir que não seja descartada a possibilidade de participação do Governo brasileiro na operação.

'Nós insistimos para que o Governo do Brasil participe, porque isso gera confiança. O Brasil foi bem quando participou de operações passadas', assinalou Lozano.

Nesta quarta-feira, através de um vídeo, o porta-voz internacional das Farc, Luciano Marín Arango, conhecido como 'Ivan Márquez', disse que César Augusto Lasso, Carlos José Duarte e Luis Alfonso Beltrán são os outros três sequestrados que serão libertados junto a Jorge Trujillo, Jorge Humberto Romero e José Libardo Forero.